- Três homens foram presos hoje pela morte do ex‑delegado Ruy Ferraz Fontes; eles são assaltantes de banco ligados à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
- As prisões ocorreram em Santos, no litoral, e em Jundiaí, no interior de São Paulo; Fontes havia detido o trio em 2005.
- A investigação aponta que o crime foi uma retaliação pela atuação de Fontes contra o crime organizado, incluindo o PCC.
- O ex‑delegado atuava como secretário de administração da prefeitura de Praia Grande; a execução foi registrada por câmeras de vigilância após perseguição com homens armados.
- Na operação desta terça, foram apreendidos celulares, computadores e outros materiais; ao todo, 13 pessoas foram presas, cinco liberadas com tornozeleira e duas continuam foragidas.
As prisões desta terça-feira, em Santos e Jundiaí, envolvem três suspeitos do assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes. Eles são apontados como assaltantes de banco que mantinham relação com o PCC. A operação ocorreu no litoral e no interior de São Paulo, conforme briefing da SSP.
Segundo o governo estadual, os detidos atuaram no planejamento, organização e logística do crime, que matou Fontes em Praia Grande. O ex-delegado foi secretário de Administração da prefeitura da cidade litorânea. O crime ocorreu após Fontes sair da estrutura municipal, seguido por veículo armado e registro de câmeras.
A SSP indica que o trio teve contato direto com Fontes no passado, pois ele teria o prendido em 2005. A investigação aponta que a morte foi uma retaliação e pode ter ligação com a atuação dele no enfrentamento ao crime organizado.
Prisão e dados da investigação
Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca, é apontado como líder do PCC na Baixada Santista e teria comandado as ações. Márcio Serapião de Oliveira, o Velhote, e Manuel Alberto Ribeiro Teixeira, o Manezinho, também teriam participação no planejamento. Todos já tinham histórico de roubos a banco, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Ainda segundo a polícia, o planejamento ocorreu em março de 2025, com Fontes sob monitoramento desde junho do ano passado. A investigação busca confirmar se houve um mandante superior ao trio.
A operação desta terça resultou na apreensão de celulares, computadores, cadernos e outros materiais para avançar as apurações. Ao todo, 13 pessoas foram presas em duas ações, com cinco liberadas mediante uso de tornozeleira eletrônica e duas ainda foragidas.
Contexto e próximos passos
A polícia mantém a hipótese de ligação entre a morte de Fontes e sua atuação na prefeitura de Praia Grande, sem descartar outras linhas de investigação. O caso segue em estágio investigativo, com a colaboração de especialistas do Deic. As autoridades ressaltam a necessidade de provas técnicas para indicar possíveis mandantes.
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