- França teve 651 mil mortes e 645 mil nascimentos em 2025, pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, segundo o INSEE.
- A taxa de fertilidade caiu para 1,56 filho por mulher no ano passado, menor desde a Primeira Guerra Mundial e bem abaixo da suposição de 1,8 para fundos de pensão.
- Em 2023, a França teve 1,65 filhos por mulher em comparação com a Bulgária, que teve 1,81, entre os EUA e a União Europeia.
- Apesar do saldo de mortes superar nascimentos, a população atingiu 69,1 milhões em 2025, devido à imigração líquida estimada em 176 mil pessoas.
- A expectativa é de aumento dos gastos públicos com envelhecimento nos próximos anos e de tensões no mercado de trabalho, com aposentadorias de gerações nascidas na década de setenta.
France registra pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial mais óbitos que nascimentos em 2025, aponta INSEE. A queda de nascimentos acentuou-se após a pandemia de COVID-19, alterando o perfil demográfico do país.
Segundo a estatística oficial, ocorreram 651 mil óbitos e 645 mil nascimentos no ano passado. O saldo natural negativo ocorreu mesmo com queda constante nos nascimentos ao longo dos últimos anos.
A taxa de fecundidade de 1,56 filho por mulher em 2024-2025 é a mais baixa desde a Primeira Guerra e fica aquém da projeção de 1,8 usada em cenários de pensões. Em 2023, a França tinha 1,65 filhos por mulher, dois degraus acima do patamar atual.
Implicações demográficas e econômicas
A relação entre óbitos e nascimentos tende a pressionar o gasto público com envelhecimento e a base tributária nas próximas décadas, segundo auditoria pública. A população total cresceu levemente em 2024, motivada pela migração líquida estimada em 176 mil pessoas.
A migração e o aumento da expectativa de vida ajudam a sustentar o contingente populacional. A expectativa de vida atingiu recordes: 85,9 anos para mulheres e 80,3 para homens. A parcela de idosos (65+) subiu para 22% da população.
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