- Abbie Draper recebeu um pedido de amizade no Facebook de David Graham, que dizia ser médico do avô dela, dando início a um golpe que afetou mais de cem mulheres.
- A investigação mostrou que Graham era Adele Rennie, enfermeira da ala de AVC de um hospital próximo, ligada ao avô de Abbie.
- Rennie foi presa em 24 horas após o caso ter sido descoberto e acabou condenada por múltiplas acusações; cumpriu pena e teve várias prisões subsequentes entre 2017 e 2019.
- Ao longo dos anos, novas vítimas surgiram, perfis falsos passaram a tentar manipular outras mulheres, e Rennie foi novamente presa em 2024 por condutas relacionadas.
- O caso ganhou um documentário da BBC e levantou questões sobre motivações de golpistas online, com especialistas destacando fatores psicológicos e a necessidade de vigilância digital.
Abbie Draper, ex-finalista de Miss Escócia e comissária de bordo, recebeu em 2014 um pedido de amizade no Facebook de David Graham, apresentado como médico do avô dela. O encontro virtual desencadeou uma investigação que se estendeu por anos e envolveu mais de 100 mulheres, segundo matérias veiculadas pela BBC.
Draper percebeu inconsistências ao investigar o perfil: fotos de hospital, vídeos de uma sobrinha, além de relatos de amigas que não reconheciam o suposto médico. O alerta assunto levantou dúvidas sobre a identidade de Graham e motivação por trás do contato.
Rastreando golpista
A investigação de Draper revelou que Graham não era médico; o que se descobriu foi uma rede de perfis falsos. Adele Rennie, enfermeira da ala de AVC onde o avô de Draper ficou internado, foi apontada como responsável por vários golpes. Ao menos 18 acusações foram registradas.
A polícia da Escócia prendeu Rennie em novembro de 2015, após investigações internas no hospital. Ela se declarou culpada em 2017 e recebeu condenação de 22 meses de prisão, com registro de agressores sexuais por 10 anos.
Expansão do caso
Relatos de outras vítimas vieram à tona, incluindo Sophia (nome fictício) e Samantha, que recebeu flores e presentes. As vítimas relataram perseguição, coerção e envio de fotos íntimas sob ameaça caso encerrassem contato com o golpista.
O documentário BBC em três partes, A Rainha da Beleza e o Golpista Online, detalhou o caso com os relatos de seis vítimas ao longo de 15 anos. Mesmo após a primeira prisão, Rennie voltou a ser presa em 2019 por novos crimes.
Novas fases e desdobramentos
Em 2023, Draper recebeu mensagens sobre um novo perfil de Tinder ligado ao mesmo esquema, levando a novas investigações. Rennie foi libertada temporariamente em 2018 e 2021, mas reincidiu, resultando em novas prisões e reclusões.
A psicóloga cibernética Nicola Fox Hamilton aponta que fatores como condições de infância podem influenciar comportamentos criminosos online. Draper e as demais vítimas permanecem em processo de recuperação e busca por justiça.
Situação atual
Em janeiro de 2024, Rennie foi libertada pela terceira vez, mas voltou a ser presa 10 dias após a libertação por violar condições de liberdade condicional. A futura liberação está prevista para março, com a prisão permanecendo em vigência até o cumprimento total.
Draper expressa desejo de encerramento definitivo do caso, enfatizando que a paz só virá quando a responsável parar. As vítimas continuam buscando suporte e informações para prevenir novas fraudes.
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