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Novo metrô de São Paulo deve sair em 2026; veja bastidores da construção

Operação parcial da Linha 6 – Laranja deve começar em 2026, conectando Brasilândia a Perdizes; conclusão total, em 2027, abrange 15,3 quilômetros e 15 estações

Fotografia do canteiro de obras da estação Santa Marina da Linha 6 - Laranja do metrô de São Paulo.
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  • A Linha 6 – Laranja do metrô de São Paulo deve começar a funcionar parcialmente em 2026, com conclusão total prevista para 2027, totalizando quinze estações em quinze vírgula três quilômetros.
  • Atualmente, a futura estação Santa Marina está 89,3% pronta, enquanto a estação Água Branca já atinge 92,4% de conclusão e conectará a linha 6 às linhas 7 e 8 da CPTM.
  • A linha é a mais profunda do Brasil, com média de profundidade de quarenta e cinco metros; algumas estações chegam a sessenta e nove metros abaixo do nível da rua.
  • O trajeto Brasilândia ao centro deve cair de um tempo atual de 1h40min para cerca de 23 minutos, com a abertura inicial indo até Perdizes; as demais estações ficam para o fim de 2027.
  • Serão 22 trens, fabricados no Brasil pela Alstom em Taubaté, com automação goa4, velocidade máxima de noventa quilômetros por hora e operação centralizada no Centro de Controle da Linha na Brasilândia.

A cidade de São Paulo estreia em 2026 um novo metrô, a Linha 6 – Laranja, conhecida como a linha das universidades. A obra tem 15,3 km de extensão e 15 estações, com inauguração parcial prevista para o fim deste ano, segundo a concessionária. O projeto integra a rede existente da CPTM.

A via submarina e subterrânea promete reduzir significativamente o tempo de deslocamento entre a Brasilândia, na zona norte, e o centro. Em funcionamento total, a linha deve ligar bairros como Perdizes e Pompeia a zonas universitárias da capital. A construção é executada pela parceria liderada pela Acciona.

Durante a visita da redação ao canteiro, o foco foi a estação Santa Marina, na Água Branca, onde a obra está 89,3% concluída. A estação vizinha, Água Branca, já está 92,4% pronta e servirá de conexão com as linhas 7 e 8 da CPTM. A Unip fica nas proximidades, o que explica o apelido da linha.

A infraestrutura contempla uma plataforma de entrada no térreo, bilheteria, mezanino e acessos de passageiros em três pontos, com passarela ligada ao campus da Unip. A iluminação natural é marcante no projeto das estações, que terão profundidades variadas ao longo do trajeto.

Detalhes da engenharia

A Linha 6 – Laranja será a mais profunda do Brasil, com média de 45 metros entre o nível da rua e os trilhos. Em Itaberaba-Hospital Vila Penteado, a profundidade atinge 69 metros. A visão é manter internet a bordo durante todo o trajeto, mesmo com a espessura do solo.

O tempo de viagem entre Brasilândia e o centro da cidade deve cair de 1h40 para cerca de 23 minutos, segundo o diretor da Acciona, que lidera a operação. A abertura inicial será parcial, até Perdizes, enquanto o restante da linha entra em operação apenas no fim de 2027.

Progresso das obras e tecnologia

As tuneladoras, apelidadas de tatuzões, já escavaram a extensão da linha com o uso de duas máquinas. Elas permanecem em funcionamento para completar o túnel até o pátio de manobra. A tecnologia de automação já prevista é o GoA4, com controle remoto das operações no Centro de Controle da Linha Brasilândia.

Os trens da linha serão fabricados no Brasil, pela Alstom, em Taubaté. Serão 22 trens, cada um com seis carrocerias, capaz de transportar cerca de 2.044 passageiros. A velocidade máxima é de 90 km/h.

Desafios e balanços da obra

O canteiro de Santa Marina opera com alocação de 500 a 700 trabalhadores por dia, em regime de múltiplos turnos, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Obras não param, exceto em datas festivas. Em alguns momentos, a vizinhança pediu suspensão de turnos noturnos por barulho.

Ao longo do percurso, já foram registrados três desmoronamentos, sem vítimas, atribuídos a interferências externas à obra. equipes arqueológicas monitoram o solo, o que levou à paralisação de trechos caso surgissem sítios arqueológicos, com 12 ocorrências registradas.

Panorama histórico e impactos

A ideia de conectar a zona noroeste ao centro data de 1975, com o primeiro projeto ligado à Freguesia do Ó. A linha ganhou impulso na década de 2010, incluindo ligações com universidades e bairros como Perdizes e Pompeia. A implantação enfrentou resistências locais em diferentes momentos, especialmente por temas de viabilidade e impacto urbano.

A retomada das obras ocorreu em 2020, após a concessão da construção à Acciona. A expectativa é que a linha reduza distâncias para os moradores, ampliando o acesso a educação superior e serviços públicos, conforme balanços da empresa responsável.

Fonte: Superinteressante

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