- NHS Greater Glasgow and Clyde admitiu que água contaminada no Queen Elizabeth University Hospital e no Royal Hospital for Children contribuiu para infecções graves em pacientes pediátricos com câncer, ligadas a quatro mortes.
- A admissão veio nas alegações finais de uma inquérito que investiga mortes por infecção na campanha iniciada após os casos, na mesma área, em Glasgow.
- Entre as vítimas, estava uma menina de 10 anos que morreu em agosto de 2017 após contrair infecção durante o tratamento do leucemia.
- A mudança de posição foi recebida como um marco pela oposição: o líder trabalhista Anas Sarwar pediu apuração mais ampla, enquanto os conservadores exigiram uma declaração urgente do secretário de saúde.
- O governo escocês afirmou que o inquérito busca respostas e lições para futuros hospitais; o NHS Greater Glasgow and Clyde reiterou apoio à investigação.
O NHS Greater Glasgow and Clyde (NHSGGC) admitiu, em submissões finais a um inquérito, que a água contaminada no hospital de Glasgow contribuiu para infecções graves em pacientes infantis com câncer, associando-se a quatro mortes. O reconhecimento ocorreu no encerramento das alegações do inquérito, iniciado após mortes ligadas a infecções no campus que abriga o Queen Elizabeth University Hospital e o Royal Hospital for Children.
O inquérito, aberto em 2020, investiga falhas no projeto, construção e gestão dos dois grandes hospitais de Glasgow. Milly Main, de 10 anos, está entre as mortes citadas, ocorridas em 2017 durante a recuperação de tratamento contra leucemia. Milly faleceu após contrair uma infecção que se relacionou ao estado da água hospitalar.
A admissão da NHSGGC ficou conhecida após pressão política e social. A família de Milly, representada por Kimberly Darroch, celebrou a mudança, destacando a demora para reconhecer a relação entre ambiente hospitalar e infecções. Líderes de oposição pediram esclarecimentos e expansão de investigações.
Contexto e desdobramentos
Conservadores exigiram a apresentação de uma posição do secretário de saúde do governo escocês sobre a admissão de última hora. O inquérito analisa práticas de governança, segurança hídrica e impactos na assistência oferecida aos pacientes infantis.
Liderança trabalhista e a imprensa local elogiam o marco, avaliando que a cooperação entre as partes tem sido essencial para trazer respostas às famílias atingidas. O governo de Glasgow declara compromisso com o inquérito e com lições para projetos hospitalares futuros.
Reação institucional
Um porta-voz do NHSGGC reiterou apoio ao inquérito e à investigação das causas profundas. O governo escocês afirmou que o inquérito estatutário serve para esclarecer dúvidas das famílias e melhorar futuras obras de saúde. Não houve comentários adicionais no momento.
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