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Fraudes em exame de direção sobem 47% na Grã-Bretanha, acendem alerta de segurança

Aumento de 47% em fraudes em exames de condução no Reino Unido eleva preocupações com a segurança viária; 2.844 casos registrados até setembro de 2025

The rise in cheating comes amid a backlog for practical driving tests but the DVSA said it has no evidence linking cheating to waiting times.
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  • Casos de fraude em testes de condução aumentaram 47% em um ano na Inglaterra, Escócia e País de Gales, totalizando 2.844 no ano até setembro de 2025, segundo a DVSA.
  • A maior parte dos incidentes em 2024/25 envolveu fraude com tecnologia, como uso de fone de ouvido conectado por Bluetooth, somando 1.113 casos.
  • Tentativas de realizar o teste teórico ou prático com impersonação de candidatos foram registradas em 1.084 e 647 casos, respectivamente.
  • A DVSA disse que o aumento se deve a uma combinação de mais fraudes e melhor detecção, e não há evidências de ligação com a longas esperas por vagas.
  • Em 2024/25, 96 pessoas foram processadas por tentar fraudar os testes; condenações incluem prisões, proibição de dirigir e outras medidas.

O aumento de golpes em exames de condução na Grã-Bretanha atingiu 47% no último ano, segundo dados da DVSA. Ao todo, foram 2.844 casos até setembro de 2025, ante 1.940 no ano anterior.

A DVSA aponta que o crescimento resulta de mais tentativas de fraude e de melhoria na detecção. A prática envolve diversas modalidades, inclusive uso de dispositivos tecnológicos para burlar testes teóricos.

Entre as técnicas, destaca-se o uso de dispositivos conectados por Bluetooth para ouvir as respostas, responsável por 1.113 incidentes em 2024/25. Impersonação de candidatos respondeu por 1.084 casos em teoria e 647 na prática.

Causas e impacto do atraso nos testes

O aumento coincide com uma grande fila de espera para testes práticos, que chegou a 22 semanas em setembro, frente a cerca de cinco semanas em fevereiro de 2020, antes da pandemia. A DVSA afirma não haver relação comprovada entre atrasos e fraudes.

Para verificar a identidade, candidatos precisam mostrar o rosto e confirmar a correspondência com a identificação fotográfica. Medidas contra fraudes incluem verificação de inteligência, revista de bolsos e uso de detector de metal por funcionários.

Casos e consequências legais

Em 2024/25, 96 pessoas foram processadas por tentativa de fraude ou impersonação. Um processo pode envolver múltiplos incidentes. Decisões judiciais destacam penas que podem incluir prisão, suspensão da carteira, trabalho não remunerado e pagamento de custos.

Entre os casos de maior repercussão, Qounain Khan, 23, de Birmingham, recebeu oito meses de prisão após admitir 12 tentativas de impersonação em centros de teoria. Sorina-Ana Turcitu, 42, de norte de Londres, teve condenação de 12 semanas, suspensa por 18 meses, por tentativa de realizar prova prática em favor de outrem. Ali Rasul, 22, de Exeter, recebeu uma sentença de dois anos, após tentativas repetidas de fraude na teoria ao longo de oito meses.

Reações de instituições e especialistas

Marian Kitson, diretora de serviços de fiscalização da DVSA, afirmou que a agência intensificou a detecção de fraudes e que é essencial que os condutores demonstrem habilidades adequadas para dirigir com segurança. Steve Gooding, da RAC Foundation, reiterou que longas esperas não justificam fraudes, e defendeu punições mais severas. Emma Bush, da AA Driving School, classificou o aumento de golpes como alarmante e alertou que parte dos fraudadores pode já estar dirigindo.

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