- O empresário Sérgio Nahas foi preso no sábado, 17, na Praia do Forte, Bahia, 23 anos após ter assassinado a esposa Fernanda Orfali.
- Fernanda Orfali, de 28 anos, estava casada com Nahas há seis meses e foi morta com dois tiros no peito dentro do apartamento em um bairro nobre de São Paulo.
- A defesa chegou a sustentar que Fernanda cometeu suicídio, mas a perícia mostrou pólvora em uma camisa de Sérgio, escondida na cama.
- O Ministério Público acusa que Fernanda descobriu traições, uso de cocaína e que Nahas temia a partilha de bens em caso de divórcio, elementos que teriam motivado o crime.
- Nahas foi julgado em 2018, recebendo pena de sete anos em regime semiaberto; com recurso, a pena foi elevada para oito anos e dois meses em regime fechado, e ele ficou quase 22 anos em liberdade antes da prisão por reconhecimento facial.
Sérgio Nahas foi preso no último sábado, na Praia do Forte, destino turístico da Bahia, quase 23 anos após matar a esposa Fernanda Orfali. A prisão ocorreu após o STF confirmar, no ano passado, a condenação de 8 anos e 2 meses em regime fechado.
Fernanda Orfali tinha 28 anos e foi morta com dois tiros no peito, no apartamento do casal, em um bairro nobre de São Paulo. Eles estavam casados há apenas seis meses na época do crime, em 2002.
A defesa tentou justificar o crime afirmando que Fernanda, depressa, se suicidou. Sérgio afirmou ter ouvido um disparo vindo do closet e encontrado a esposa já sem vida. A perícia, no entanto, desmentiu a versão.
Pólvora foi encontrada em uma camisa de Sérgio escondida na cama, conforme laudo pericial. O Ministério Público sustenta que o casal vivia conflitos ligados a traições, uso de cocaína e disputa de bens, que teriam motivado o homicídio.
Julgado apenas em 2018, Nahas recebeu inicialmente 7 anos de prisão em regime semiaberto. O STJ e o STF foram acionados e ajustaram a pena para 8 anos e 2 meses em regime fechado. Ele passou 2 curtos períodos preso após outros incidentes.
A defesa alega residência na Bahia desde o ano passado. A prisão ocorreu após reconhecimento facial, segundo a Justiça. Familiares de Fernanda acompanharam a captura, classificando o crime como uma punição tardia pela violência sofrida.
Entre na conversa da comunidade