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Catolicismo cai na América Latina segundo pesquisa

Pesquisa do Pew aponta queda do catolicismo na América Latina em 2024, com crescimento de não afiliados e protestantismo estável

(Foto ilustrativa: Josh Applegate/Unsplash)
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  • Pesquisa do Pew Research Center, em 2024, aponta recuo do catolicismo e estabilidade do protestantismo em seis países da América Latina.
  • Colômbia tem a maior queda: católicos passam de 79% (2013–2014) para 60% em 2024; Peru também registra queda de 76% para 67%.
  • Grupo de não afiliados cresce em todos os países, quase dobrando; Brasil vai de 8% para 15%, Peru de 4% para 12%, Chile de 16% para 33% e Colômbia de 6% para 23%.
  • Entre protestantes, a participação de pentecostais cai em várias nações, como no Brasil, de 80% para 65%; mudanças semelhantes ocorrem na Argentina e em outros países, com menor significância estatística em alguns casos.
  • Protestantes frequentam cultos com mais regularidade que católicos: no Brasil, 69% dos protestantes vão semanalmente versus 36% dos católicos; dados indicam diferença de frequência entre os grupos.

Observação: o estudo ouviu mais de 6.200 adultos nos seis países.

Ao longo da última década, a presença do catolicismo encolheu na América Latina, enquanto o protestantismo manteve-se estável na maioria dos países avaliados. A conclusão é de uma pesquisa do Pew Research Center, divulgada em 21 de janeiro de 2026, que analisou seis países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.

O estudo, conduzido em 2024, aponta quedas do número de católicos em todos os países pesquisados. A maior redução ocorreu na Colômbia, onde a fatia de adultos católicos caiu de 79% para 60%. No Peru, a queda foi de 76% para 67%.

Ainda que o catolicismo recue, cresce o grupo de religiões sem filiação religiosa. Em todos os países analisados, esse segmento elevou-se significativamente, com maior intensificação no Chile e na Colômbia. No Brasil, por exemplo, a participação de não afiliados subiu de 8% para 15%.

Mudanças entre os protestantes e o pentecostalismo

Entre os protestantes, o total permanece estável, mas a parcela identificada como pentecostal diminuiu nos últimos dez anos. Na Argentina, 16% da população adulta são protestantes em 2024, com 54% dessa parcela pentecostal, ante 71% em 2013–2014. O levantamento ressalta a margem de erro por tamanho da amostra.

No Brasil, onde 29% da população adulta é protestante, a parcela pentecostal caiu de 80% para 65%. Chile, Peru e Colômbia também registraram queda, ainda que menos expressiva e nem sempre estatisticamente significativa.

Frequência aos cultos

Os protestantes latino-americanos costumam frequentar cultos com mais regularidade do que os católicos. No Brasil, 69% dos protestantes participam semanalmente, assim como 68% na Colômbia. Já Argentina (63%), Peru (57%) e Chile (43%) apresentam números inferiores, mas ainda acima dos observados entre católicos.

Entre católicos, as maiores frequências semanais aparecem no México (41%), Colômbia (40%) e Brasil (36%). No Chile, apenas 8% vão à igreja toda semana; Argentina tem 12% e Peru, 27%.

Crenças associadas e outras religiões

A pesquisa também acompanha crenças relacionadas a tradições de matriz africana e culturas indígenas. A crença na reencarnação cresceu em Argentina, Colômbia e Peru, alcançando cerca de 42% dos adultos nesses países. Entre católicos, percentuais variam entre 48% e 50%.

Entre não afiliados, o aumento da crença na reencarnação foi expressivo: Chile subiu de 32% para 49% e México de 18% para 43%. A pesquisa indica ainda que a maioria acredita na influência de feitiços, maldições ou energias espirituais dos elementos naturais.

O levantamento, com mais de 6.200 adultos ouvidos em 2024, revela transformação marcada pela redução do catolicismo, crescimento dos não afiliados e mudanças na prática religiosa, em seis países da região.

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