- Amsterdam vai banir fatbikes de áreas da cidade, começando pelo Vondelpark, após aumento de acidentes, principalmente entre jovens de 12 a 15 anos.
- Fatbikes são e-bikes de pneus largos; muitos motoristas modificam a velocidade para cerca de 25 mph, acima do limite de assistência permitido.
- A organização VeiligheidNL estima que cerca de 5 mil ciclistas em fatbike são atendidos anualmente em pronto-socorro, com os jovens sendo os mais atingidos.
- A medida gerou reações distintas no parque: parte dos ciclistas apoia, outra parte acredita que é apenas mais uma intervenção.
- Dados do setor indicam que, em 2024, 48% das bikes vendidas foram elétricas e 13% foram fatbikes; em Amsterdam, um terço das viagens é feita de bicicleta.
Por meio de medidas anunciadas pela prefeitura de Amsterdam, as fatbikes, bicicletas elétricas com pneus largos, devem ser proibidas em áreas densas de circulação, começando pelo Vondelpark. A iniciativa visa reduzir acidentes, especialmente envolvendo crianças entre 12 e 15 anos.
Observa-se aumento de ocorrências com esse tipo de veículo, segundo órgãos de segurança viária. A VeiligheidNL aponta que cerca de 5 mil ciclistas de fatbike são atendidos anualmente em emergências, com maior número entre os jovens.
A prefeitura informou que as medidas são necessárias para enfrentar velocidades superiores à permitido, que chegam a 25 mph quando configuradas indevidamente. A restrição será implementada no Vondelpark, com extensão potencial a outras zonas centrais.
Medidas em andamento
Melanie van der Horst, chefe de transporte de Amsterdam, afirmou que são usadas estratégias não convencionais e que a cidade pretende banir as fatbikes de áreas movimentadas, iniciando pelo parque. Enschede já sinaliza rumo a proibição no centro.
Reações no parque
No Vondelpark, moradores e ciclistas reagiram de forma diversa. Alguns criticam a medida, alegando que bicicletas comuns e veículos da cidade também circulam com diferentes velocidades. Outros defendem a restrição, destacando o comportamento arriscado de alguns usuários.
Especialistas destacam que o problema não é apenas o modelo, mas a facilidade de acelerar a fatbike para uso semelhante ao de uma moped, somada a conduta de risco. Médicos e pesquisadores defendem que medidas públicas são respostas à congestão e à diferença de velocidade entre modais.
Contexto nacional
Em 2024, a fatbike representou parte relevante das vendas de bicicletas elétricas, com mais de 13% do mercado, segundo associações do setor. Em Amsterdam, aproximadamente um terço dos deslocamentos é feito de bicicleta, o que intensifica a necessidade de regras claras.
O ANWB ressalta que o problema envolve a facilidade de acelerar o veículo, aliada a comportamentos de risco. Observadores apontam que a polêmica das fatbikes pode se estender a outros países conforme cresce o interesse por mobilidade ativa.
Perspectivas e próximos passos
Especialistas hospitalares indicam que medidas restritivas em parques podem ser apenas parte de um conjunto de ações mais amplo. Pesquisadores veem a necessidade de equilíbrio entre mobilidade e segurança, com debates sobre uso de capacetes para crianças a partir de 2027.
O movimento para restringir fatbikes é visto como reflexo de tensões entre velocidade, infraestrutura e responsabilidade dos usuários. A prefeitura não informou prazo final para a implementação completa das novas normas.
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