- A Polícia Metropolitana (Met) fechou acordo extrajudicial com Roy Morton, homem de 80 anos, que foi alvejado por uma taser em casa durante uma batida de busca em Cricklewood, norte de Londres, em 28 de dezembro de 2021.
- Os agentes erraram o endereço por falha de atendente e procuravam um homem negro na casa de Mourton, que foi detido por 11 horas antes de ser liberado sem novas ações.
- Morto afirmou ter se sentido “diminuído” pela experiência; ele tem marca-passo e foi levado ao hospital após o choque, por preocupações com o efeito da taser no aparelho.
- A ação civil, que alega negligência, agressão, prisão injusta e violação de direitos, não teve admissão de culpa pela Met; a investigação interna não identificou conduta inadequada.
- A Met reconheceu o erro, pediu desculpas públicas e informou que implementou treinamentos e mudanças para evitar incidentes semelhantes, incluindo capacitação para todos os atendentes.
A Scotland Yard chegou a um acordo fora do tribunal com Roy Morton, um dançarino aposentado, que processou a polícia após ter sido atingido por um taser dentro de sua própria casa. O episódio ocorreu em Cricklewood, noroeste de Londres, no dia 28 de dezembro de 2021, durante uma ação de força contra uma casa errada.
Morton, então com 80 anos, foi surpreendido por oficiais armados que arrombaram a porta, acenderam faróis e deram ordens rápidas. O idoso foi algemado e detido por 11 horas antes de ser liberado sem ações adicionais. O caso envolve alegações de negligência, defesa injusta e violação de seus direitos.
Morton tem marcapasso e vive sozinho. A perícia interna da polícia não identificou conduta inadequada, e o litígio seguiu com o acordo fora do tribunal, sem reconhecimento de responsabilidade pelo Met. O processo havia de seguir para o fevereiro, mas foi encerrado previamente por meio de acordo.
Detalhes do acordo e desdobramentos
A defesa de Morton, representada pelo escritório Bindmans, afirmou que houve reconhecimento público de erro grave, apesar de o processo ter avançado. Morton mencionou ter perdido o senso de segurança em casa e relatou desgaste emocional pela experiência.
DCS Neil Smithson, responsável pela profissionalização no Met, pediu desculpas pelo ocorrido e destacou a implementação de treinamentos após a revisão das circunstâncias. O objetivo, segundo o departamento, é evitar incidentes semelhantes no futuro e aprimorar o atendimento a chamadas.
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