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Renomada galerista Marian Goodman morre aos 97 anos

A galerista Marian Goodman, aos 97 anos, morre; legado inclui trazer nomes europeus ao mercado americano e moldar o circuito da arte contemporânea

Marian Goodman (1928-2026) photographed by Thomas Struth in 2007
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  • A galerista Marian Goodman morreu em 22 de janeiro, aos 97 anos, de causas naturais, anúncio feito pela Marian Goodman Gallery.
  • Ao longo de cerca de seis décadas, ela apresentou obras conceitualmente desafiadoras e representou nomes such as Gerhard Richter, Nan Goldin, Anselm Kiefer, Julie Mehretu, William Kentridge e Nairy Baghramian.
  • A galeria expandiu para Paris em 1995, abriu espaço para livros em 2017 e inaugurou uma galeria em Londres, em Soho, em 2014.
  • Em 2021 foi anunciada uma sucessão; hoje a gestão fica com as parceiras e sócios Emily-Jane Kirwan, Rose Lord, Leslie Nolen e Junette Teng.
  • Goodman é lembrada como uma das dealers mais influentes do século XX, com histórico de apoiar artistas mulheres e de manter rigor intelectual e discrição profissional.

Marian Goodman, gallerista de destaque no circuito contemporâneo, faleceu no dia 22 de janeiro, aos 97 anos, segundo confirmação da Marian Goodman Gallery. A instituição afirmou que a passagem ocorreu de forma serena, por causas naturais.

Ao longo de mais de meio século, Goodman ficou conhecida por promover práticas artísticas conceituais desafiadoras, resistindo ao gosto puramente comercial. A galeria, sediada em Nova York, representou nomes como Gerhard Richter, Nan Goldin, Anselm Kiefer, Julie Mehretu, William Kentridge e Nairy Baghramian.

A trajetória da galerista marcou a cena internacional. Em 2004, uma visão descrita pela New Yorker a colocou entre as dealers mais influentes do século XX, reconhecida pela rigor intelectual e pela lealdade aos artistas.

Goodman nasceu Marian Ruth Geller, em 1928, na Upper West Side, em Nova York. O pai, colecionista, apoiou artistas pouco convencionais desde cedo. Em 1960s, ela iniciou um doutorado em história da arte na Columbia University, segundo entrevista ao Guardian em 2006.

Antes de abrir a primeira galeria em 1977, no 57th Street, Goodman cofundou uma empresa de publicações e, em 1977, inaugurou a primeira mostra dedicada a Marcel Broodthaers. A programação subsequente abriu espaço para Richter, Kiefer e outros artistas europeus no mercado americano.

A galeria ampliou suas operações para Paris em 1995, abriu um espaço de livros e edições em 2017 e, em 2014, abriu uma filial em Londres, em Soho. Em razão de debilidades de saúde, a instituição sofreu retrações e mudanças de elenco na última década.

Entre as saídas de artistas da carteira, destacam-se Richter, que deixou a Goodman Gallery em 2022 para se transferir à David Zwirner, Kentridge, que seguiu para Hauser & Wirth, e Nan Goldin, que ingressou na Gagosian em 2023. Ainda assim, a galeria manteve novos contratos com artistas como Alvaro Urbano, Andrea Fraser e a obra de Ana Mendieta.

A Goodman Gallery também expandiu sua presença para Los Angeles, em 2023, e transferiu a operação de Nova York para um espaço industrial em Tribeca, em 2024. Em 2021, a empresa anunciou um plano de sucessão, ficando sob a liderança dos sócios Emily-Jane Kirwan, Rose Lord, Leslie Nolen e Junette Teng.

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