- O Brasil registrou 23.919 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes em 2025, uma média de 66 por dia e alta de 8% em relação a 2024.
- Desses, 61% eram do sexo feminino (14.658) e 38% do sexo masculino (9.159); houve 102 casos com sexo não informado.
- O caso das irmãs Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, no Maranhão, mobilizou o povoado de Bacabal, com buscas em andamento e uso do Amber Alert.
- A maior taxa por 100 mil habitantes ocorreu em Roraima (78,1), seguida por Distrito Federal (74,58) e Rio Grande do Sul (67,75).
- Em 2025, a taxa nacional de desaparecimentos, considerando todas as idades, ficou em 39 por 100 mil habitantes; o painel aponta que, entre menores, mais de 60% são do sexo feminino.
Brasil computou 23.919 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes em 2025, segundo dados dos estados e do Distrito Federal ao Sinesp.
Isso equivale a uma média de 66 desaparecimentos diários, com alta de 8% ante 2024, quando foram registradas 60 ocorrências diárias na mesma faixa etária.
Do total, 61% eram meninas (14.658) e 38% eram meninos (9.159). Em 102 casos, o sexo não foi informado. Os números integram o painel oficial de Pessoas Desaparecidas e Localizadas, alimentado pelas secretarias de segurança.
Nos últimos dias, o caso das irmãs Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4, no Maranhão, mobiliza a comunidade de Bacabal. Elas sumiram em 4 de janeiro e as buscas completaram duas semanas na segunda-feira.
A força-tarefa conta com o protocolo Amber Alert, utilizado em casos de risco para crianças.
Amber Alert e alcance do sistema
O Amber Alert emite alertas emergenciais para crianças desaparecidas e utiliza plataformas da Meta para divulgar informações e imagens em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento, segundo a coordenadora Iara Buono Sennes.
Ela destaca que a inciativa, implementada desde 2023 por acordo entre o Ministério da Justiça e a Meta, tem sido decisiva para localização rápida de menores.
Entre os estados, São Paulo liderou com 20.564 registros de desaparecidos em 2025, seguido por Minas Gerais e Rio Grande do Sul. As taxas variam, com Roraima registrando a maior concentração por 100 mil habitantes (40).
Proporções por faixa etária e contexto regional
Mais de 60% dos desaparecidos nessa faixa etária são do sexo feminino. Já ao considerar todas as idades, 59% dos registros são de homens, o que indica diferenças de gênero relevantes para políticas públicas de localização. Analistas ressaltam a necessidade de avanços na apuração e qualificação dos motivos.
O painel também aponta variações regionais, com forte concentração de registros em estados de maior população e em áreas com vulnerabilidades sociais. O total de desaparecidos no Brasil em 2025, independentemente da idade, foi de 84 mil, indicador que marca o maior registro desde o início da série em 2015.
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