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Cães farejadores e revistas em bolsas elevam risco de drogas em festivais, aponta perito

Coroner de Victoria afirma que policiamento, revistas e cães farejadores elevam riscos de uso de drogas; recomenda atualização urgente do código de prática de 2013

Police, drug sniffer dogs, security guards and bag searches, can lead to riskier drug use and greater harms, a Victorian coroner has found.
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  • A coroner do estado de Victoria concluiu que polícia, seguranças, revistas de objetos e cães farejadores em festivais podem levar a uso de drogas mais arriscado e maiores danos, após a morte de Trang Thi Thu Le, 28 anos, no festival Marlo Altitude em 2023.
  • Le desmaiou, teve convulsões e parou o coração após consumir MDMA e ketamina no John Cain Arena, em Melbourne; faleceu às 12h20 de 17 setembro, seu aniversário.
  • A coroner Ingrid Giles recomendou atualização urgente do código de prática de saúde do estado, vigente desde 2013, com consulta a especialistas em redução de danos.
  • Entre 2000 e 2024, 18 pessoas morreram por overdoses em festivais e eventos na Victoria, com MDMA envolvida em 15 dessas mortes e idade média de 26 anos.
  • Submissão da Harm Reduction Victoria aponta que práticas como checagens em banheiros, proibir água, longas filas para água, revistas aleatórias e respostas de segurança podem criar desconfiança e levar a comportamentos de risco; destaca o teste de pílulas como parte essencial da estratégia de redução de danos.

Trang Thi Thu Le, de 28 anos, morreu após consuming MDMA e ketamina durante o festival Marlo Altitude, em Melbourne, em 2023. A vítima entrou em colapso, teve convulsões e parada cardíaca após dançar com amigos. Ela foi socorrida e levada ao hospital, onde faleceu na madrugada de 17 de setembro, aniversário dela.

O caso é analisado pela coroner de Victoria, Ingrid Giles. O relatório aponta que cães farejadores, revistas de bolsas e fiscalização rígida em festivais podem levar a uso de drogas mais arriscado e maiores danos. A coroner pediu atualização urgente do código de prática de 2013.

Segundo Giles, políticas de repressão isolada não reduzem uso de droga nem danos associados. Em 2000-2024, 18 mortes em festivais ocorreram em Victoria, com MDMA envolvido em 15 casos. A média de idade entre as vítimas é de 26 anos.

A submissão de Harm Reduction Victoria ressalta que controles em banheiros, filas de água, revistas aleatórias e respostas de segurança podem criar desconfiança entre o público. Tais medidas podem estimular uso pré-festival para evitar fiscalização.

A coroner destacou a importância de reduzir danos por meio de orientação atualizada aos organizadores de eventos. Ela elogiou o piloto de teste de comprimidos gratuito, em Victoria, considerado parte essencial da estratégia de redução de danos.

Giles recomenda que o Departamento de Saúde revise as diretrizes com especialistas em redução de danos e clínica, em consulta com organizações da área. A revisão deve considerar evidências sobre eficácia de abordagens de redução de danos.

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