- O acidente entre um jato da American Airlines e um helicóptero Black Hawk, ocorrido há cerca de um ano perto de Washington, matou 67 pessoas.
- A investigação aponta que a rota de helicópteros no caminho de aproximação ao aeroporto Reagan criou espaço aéreo perigoso e contribuiu para a colisão.
- A FAA negou em 2023 reduzir o tráfego no Reagan e não relocateou rotas nem avisos com a devida urgência após um near miss em 2013.
- A presidente da NTSB, Jennifer Homendy, afirmou que o acidente foi 100% evitável e que houve várias oportunidades perdidas de agir, mesmo com recomendações anteriores.
- A NTSB sugeriu mudanças de treinamento, contratação e padrões de segurança, visando Reagan e outros aeroportos, além de fortalecer a cultura de segurança entre FAA e exército; o governo discute reorganizar a FAA para centralizar a segurança.
Investigadores afirmam que a colisão frontal entre um jato da American Airlines e um helicóptero Black Hawk, que deixou 67 mortos perto de Washington, DC, foi precedida por anos de avisos ignorados sobre o tráfego aéreo e outros problemas. O acidente ocorreu no entorno de Reagan National, no último ano, e os estágios de planejamento e operação são alvo de investigação.
Na audiência da NTSB, ficou claro que a rota do helicóptero ocupou a trajetória de aproximação de uma das pistas secundárias do aeroporto, criando espaço aéreo arriscado. A depender de controles de tráfego, houve dependência excessiva de pilotos para manterem a separação visual entre as aeronaves.
Foi destacado ainda que a FAA rejeitou, em 2023, pedido de redução de tráfego na área de Reagan feito por um supervisor regional, além de falhas para realocar a rota de helicópteros ou alertar com mais clareza os pilotos sobre os riscos, mesmo após um quase acidente em 2013.
A presidente da NTSB, Jennifer Homendy, criticou a falta de ação ao longo de décadas, afirmando que o acidente foi 100% evitável e que recomendações antigas haviam sido deixadas de lado. Families de vítimas acompanharam a sessão com atenção, em meio a animações que reconstituíam os momentos finais.
Relata-se que as cenas mostraram como as luzes de Washington dificultavam a visualização entre as duas aeronaves, agravadas pelo uso de capacetes de visão noturna e pelos para-brisas de vidro em condições noturnas. A plateia acompanhou em silêncio, com familiares emocionados.
As investigações mostraram que, pouco antes da colisão, o controlador de tráfego sentiu sobrecarga com o aumento de tráfego, o que pode ter reduzido a percepção situacional. Se dois controladores tivessem dividido responsabilidades, a detecção de risco poderia ter sido acelerada.
A FAA já adotou medidas após o acidente, incluindo ajustes temporários para reduzir entradas de tráfego na área e reforçar o quadro de controladores. A agência informou que trabalha para incorporar novas recomendações da NTSB e manter a segurança como prioridade.
Segundo a NTSB, houve falhas de compartilhamento de dados entre o Exército e a FAA antes do acidente, e pilotos de helicóptero nem sempre tinham ciência de incidentes próximos envolvendo o helicóptero e a aeronave comercial. A organização também ressaltou sobrecarga de trabalho em momentos críticos.
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