- Polícia Civil indiciou os familiares dos adolescentes suspeitos de agredirem o cão Orelha por coação no curso do processo; três adultos foram interrogados.
- Os responsáveis legais — entre eles um advogado e dois empresários — teriam pressionado testemunhas com provas das agressões.
- O inquérito, concluído pela Delegacia de Proteção Animal de Florianópolis, incluiu buscas e apreensões em residências dos adolescentes e recolhimento de celulares para perícia.
- Também tramita um auto de apuração de ato infracional; os jovens ainda serão ouvidos para depoimento.
- A polícia analisou mais de vinte testemunhas e cerca de 72 horas de imagens de 14 câmeras; há suspeita de maus-tratos a outro cachorro, Caramelo, possivelmente relacionado ao caso.
A Polícia Civil indicia familiares de adolescentes suspeitos de agredir o cachorro Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O inquérito foi concluído na segunda-feira (26) pela Delegacia de Proteção Animal (DPA).
Entre os responsáveis legais, há um advogado e dois empresários. Eles foram interrogados e indiciados pelo crime de coação no curso do processo, segundo a investigação. Testemunhas teriam sido pressionadas.
Uma das vítimas da suposta coação seria o segurança de um condomínio da Praia Brava, que teria presenciado os maus-tratos ao animal. Orelha desapareceu e foi encontrado agonizando em 16 de janeiro.
O cão foi submetido à eutanásia devido aos ferimentos graves, segundo veterinários. Ele era cuidado pela vizinhança e era conhecido pelos moradores da região.
A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos adolescentes. Celulares e outros dispositivos foram recolhidos para perícia técnica.
Paralelamente, tramita um auto de apuração de ato infracional aberto pela DEACLE para esclarecer a participação dos jovens. Eles serão convocados para depoimento.
Em coletiva nesta terça-feira (27), a delegada da DPA, Mardjoli Valcareggi, informou que mais de 20 pessoas já foram ouvidas e que foram analisadas cerca de 72 horas de imagens de 14 câmeras. O objetivo é reconstruir a dinâmica do crime.
A delegada também afirmou que a polícia investiga episódios possivelmente relacionados envolvendo o mesmo grupo de adolescentes, incluindo maus-tratos a outro cachorro, Caramelo, que teria sido arremessado ao mar, mas escapou. Caramelo foi adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel.
O desfecho da apuração pode resultar em medidas socioeducativas, a serem definidas pelo Judiciário, caso haja confirmação de responsabilidades dos jovens. Não há conclusão anunciada até o momento.
Dois dos adolescentes estão em viagem de formatura aos Estados Unidos, conforme agenda prévia. Será montada uma operação de segurança no aeroporto, em parceria com a Polícia Militar, para acompanhar o retorno de 115 jovens na próxima semana.
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