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Templo da Assembleia de Deus é demolido na Bahia

Demolição de templo da Assembleia de Deus Peniel em Camaçari, sem alvará, mobiliza igreja e comunidade e interrompe projetos sociais

Assembleia de Deus tem templo demolido na Bahia
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  • Um templo da Assembleia de Deus Peniel foi demolido na manhã desta segunda-feira, 26 de janeiro, no Condomínio Algarobas, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.
  • A demolição contou com a participação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), da Polícia Civil e da Polícia Militar, segundo o pastor da igreja.
  • A Sedur afirma que a construção não possuía alvará; a igreja sustenta que o terreno foi adquirido por meio de contrato de compra e venda sem escritura.
  • O pastor Washington disse que tentou reaproveitar telhas, ferragens e a estrutura metálica avaliados em milhares de reais, mas não houve autorização ou prazo para defesa.
  • A Assembleia de Deus Peniel atende cerca de 40 membros fixos e 60 frequentadores regulares, e a demolição impactou as atividades sociais da igreja junto à comunidade.

Um templo da Assembleia de Deus Peniel foi demolido na manhã de segunda-feira, 26 de janeiro, em Camaçari, região metropolitana de Salvador. A ação ocorreu no Condomínio Algarobas, causando indignação entre a congregação e moradores.

O pastor presidente da igreja, identificado como Washington, afirmou que a demolição começou por volta das 9h, quando ele ainda se deslocava de casa. Fiéis disseram ter sido avisados de uma força-tarefa para derrubar o templo.

Participaram da operação representantes da Sedur, além de equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar. O pastor diz que tentou reaproveitar telhas, ferragens e estruturas avaliadas em milhares de reais, mas não houve autorização.

A Sedur informou que a construção não possuía alvará. Washington contestou a versão, dizendo que o terreno foi adquirido por contrato de compra e venda sem escritura, prática comum em Camaçari, segundo ele.

Ele disse que pediu o reaproveitamento de materiais como telhas, avaliadas em cerca de R$ 7 mil, mas não houve atendimento. A demolição, segundo o pastor, ocorreu de forma arbitrária e sem diálogo.

Além do embargo, não houve apresentação de documentos formais no local. Segundo o pastor, na semana anterior a Sedur fixou um adesivo de interdição no portão, sem notificação para defesa ou regularização.

O líder afirma que a demolição interrompeu atividades sociais da igreja, que atendiam crianças e famílias em situação de vulnerabilidade. A congregação reúne cerca de 40 membros fixos e 60 frequentadores regulares.

Washington ressaltou que o templo tinha base estrutural consolidada e que a igreja atuava na restauração de vidas, com projetos comunitários na região. O episódio deixou sentimento de desamparo entre fiéis e moradores.

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