- Anish Kapoor anuncia exposição em Veneza no Palazzo Manfrin, com foco em projetos arquitetônicos e escultóricos, muitos dos quais não foram realizados; cerca de cem modelos estão em mostra.
- A mostra, que abre em cinco de maio, mistura obras antigas e novas, incluindo Descent into Limbo (1992), que ficará instalada permanentemente no local após o fim da exposição em agosto.
- Entre as obras, At the Edge of the World (1998) foi recriada para Veneza em tom preto muito escuro; há ainda um cômodo imersivo com menos de seis metros cúbicos de tinta.
- Kapoor comenta que o objetivo é expor o lado não comercial de sua prática, com obras que não dependem do mercado, mantendo a Fundação Kapoor lançada em 2022.
- O artista também revela interesse em um projeto ambicioso no espaço exterior, ainda em negociação, cuja maquete pode ou não ser apresentada em Veneza.
Anish Kapoor inaugura em Veneza uma mostra que reúne modelos arquiteturais e esculturas de sua fase mais ampla, incluindo projetos realizados e não realizados. A exposição acontece na Fundação Cannaregio, no Palazzo Manfrin, e tem abertura prevista para 5 de maio. Serão cerca de 100 peças em exibição.
A mostra apresenta uma seleção de obras que variam em escala, do laboratorial ao monumental. Entre os trabalhos já realizados estão Cloud Gate, em Chicago, e a estação Monte Sant’Angelo, em Nápoles. Também constam peças que existem apenas como modelos, concebidas ao longo de mais de quatro décadas de carreira.
A curadoria reúne peças antigas e novas, com destaque para Descent into Limbo, de 1992, que ficará instalada no espaço de Cannaregio após o fim da mostra, em agosto. Outra obra em foco é At the Edge of the World, de 1998, que ganhou uma nova versão para Veneza, em tinta preta intensificada.
Novo diálogo entre matéria e espaço
Entre os trabalhos inéditos, figura uma sala de menos de seis metros cúbicos que funciona como uma pintura imersiva. O visitante pode apenas observar a partir do limiar, sem acesso ao interior, descreve Kapoor sobre a peça.
A mostra explora ainda o lado menos comercial da prática do artista, ressaltando a diversidade de meios, desde esculturas até experimentos com pintura. O acervo reúne cerca de uma centena de peças, distribuídas ao longo de diferentes espaços do palácio histórico.
A edição em Veneza mantém um eixo crítico sobre o funcionamento do mercado de arte, ao lado de realizações de obras que não foram materializadas. Em paralelo, o artista aponta interesses em projetos que vão além de parâmetros comerciais e de divulgação pública.
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