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CEO do Hinge afirma que sucesso é o usuário deletar o app

Hinge chega ao Brasil com proposta de ser deletado, visando reduzir uso excessivo e incentivar encontros presenciais reais

Jackie Jantos: CEO do Hinge, app de relacionamentos que acaba de chegar ao Brasil (Divulgação)
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  • O Hinge, aplicativo da Match Group, chegou ao Brasil com a proposta de ser “designed to be deleted” (projetado para ser deletado), buscando incentivar usuários a sair do app.
  • A CEO Jackie Jantos afirma que manter o foco nas necessidades dos usuários pode levar a crescimento de dois dígitos, marcando o Brasil como teste decisivo para expansão.
  • A estratégia do Hinge no país envolve desacelerar, incentivar escolhas mais criteriosas e priorizar conversas reais, com funções voltadas a relações com intenção e menos foco em matches.
  • Pesquisas da própria empresa indicam que grande parte dos jovens brasileiros encontra dificuldade em alinhar expectativas, com 58% buscando relacionamentos e 66% das mulheres relatando mais dificuldade que os homens.
  • Em termos de segurança, o aplicativo reforça recursos como Verificação de Selfie, alertas “Tem certeza?” e feedback com “Isso te incomodou?”, além de ferramentas específicas para a comunidade trans e proteção emocional.

O Hinge, aplicativo de relacionamentos da Match Group, chega ao Brasil com uma proposta incomum: incentivar os usuários a deixarem o app rapidamente. A expansão ocorre em meio à retração do setor e ao desinteresse da Geração Z por perfis infinitos.

A CEO Jackie Jantos afirma que o objetivo é colocar as necessidades reais dos usuários em foco. A empresa promete crescer em território brasileiro mantendo o foco em conversas significativas e menos em números de matches.

O lançamento, ocorrido em São Paulo, marca a entrada do Hinge em um mercado ainda estratégico para a empresa. O Brasil é visto como teste decisivo para a estratégia global da plataforma.

Para Jantos, a crise de usabilidade não é pontual: é estrutural. A plataforma busca evoluir com base em culturas, identidades e comportamentos, priorizando a qualidade das interações.

Entre os diferenciais, o Hinge prioriza o onboarding elaborado, com demandas de dados e perguntas que estimulam conversas. A ideia é reduzir o descarte e aumentar a probabilidade de encontros reais.

O app oferece recursos voltados a relacionamentos com intenção, como metas explícitas, mensagens de voz e a função “Sua vez” para manter o diálogo ativo. Há também limites que evitam novas conexões sem finalizar conversas anteriores.

A empresa destaca que o objetivo é incentivar encontros presenciais, com o modelo de negócios sustentado pela continuidade das interações reais, não apenas pelo número de conexões.

No Brasil, o Hinge analisa padrões da Geração Z, o papel da conversa olho no olho e a importância da comunidade LGBTQ+. A pesquisa realizada para entender o comportamento do público brasileiro será usada para ajustar a experiência local.

Casos de segurança são tratados como prioridade. Entre as ferramentas estão verificação de selfie, alertas preventivos e filtros de comentários. Um programa específico acompanha riscos e treinamentos de detecção de abuso.

Para comunidades específicas, o app desenvolveu recursos voltados à segurança emocional, incluindo fóruns de apoio e uma ferramenta de compartilhamento privado de informações sensíveis antes da combinação ser formalizada.

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