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Policiais aposentados são presos no RJ por atuar como seguranças de bicheiro

Policiais aposentados da PM do Rio são presos por atuar como seguranças de Rogério de Andrade, alvo de investigação por organização criminosa ligada a jogos de azar

Rogério de Andrade. Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Dois agentes aposentados da Polícia Militar do Rio de Janeiro foram presos em operação que mira o bicheiro Rogério de Andrade.
  • Rogério de Andrade também tem mandado de prisão novo, mas já cumpre pena no presídio federal de Campo Grande (MS).
  • Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, os ex-PMs atuavam na segurança do bicheiro e integram organização criminosa ligada a jogos de azar e outras atividades ilícitas.
  • As investigações apontam que Rogério de Andrade e um dos PMs aposentados subornaram policiais da ativa para obter informações sigilosas sobre operações de combate aos jogos clandestinos.
  • A ação envolve membros do MPRJ, da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar; Rogério de Andrade foi preso em outubro de 2024 em relação a um assassinato ligado ao jogo do bicho.

Dois policiais militares aposentados foram presos nesta quinta-feira (29) no Rio de Janeiro, em operação que mira o bicheiro Rogério de Andrade. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), eles atuavam na segurança do investigado, que já cumpre pena no presídio federal de Campo Grande (MS).

Rogério de Andrade também é alvo de novo mandado de prisão, mas permanece preso no Mato Grosso do Sul. A investigação aponta que o grupo formaria uma organização criminosa para explorar jogos de azar, com foco em máquinas de caça-níquel, e praticaria outras atividades ilícitas.

De acordo com o MPRJ, os agentes aposentados teriam usado a vantagem da proximidade com o sistema de segurança para facilitar operações criminosas. Um dos ex-PMs é citado como partícipe na interceptação de informações sigilosas sobre ações de combate aos jogos clandestinos.

A operação envolveu unidades do MPRJ, da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar, conforme as apurações em andamento. As investigações seguem para esclarecer o papel de cada envolvido e possíveis vínculos com outras lideranças do jogo do bicho.

A defesa de Rogério de Andrade ainda não foi localizada para comentário. O caso foi registrado no âmbito de ações que visam desarticular redes de jogos ilegais e a proteção de organizações criminosas associadas ao ramo do bicho no estado.

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