- A Vale foi multada em R$ 1,7 milhão pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, por danos ambientais.
- A sanção envolve as minas de Fábrica, em Ouro Preto, e Viga, em Congonhas, após extravasamentos no último domingo, 25.
- A fiscalização identificou falhas no sistema de drenagem e vazamento de água com sedimentos, que atingiu áreas externas e deixou terra acumulada no Rio Maranhão e nos córregos Ponciana e Água Santa.
- Além da multa, a mineradora deverá implementar medidas emergenciais, como limpeza das áreas afetadas e ações para evitar novos deslizamentos, além de enviar um relatório com as causas e consequências.
- Em Fábrica houve suspensão parcial das atividades, enquanto em Viga a suspensão vale até a comprovação da eliminação dos riscos ambientais.
A Vale foi autuada em 1,7 milhão de reais por danos ambientais pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais. A decisão envolve prejuízos causados em estruturas das minas de Fábrica e Viga, em Ouro Preto e Congonhas, no Centro do estado. A autuação ocorreu após extravasamentos ocorrerem no último domingo, 25.
A fiscalização da Semad verificou falhas no sistema de drenagem, com vazamento intenso de água e sedimentos que atingiu áreas externas da mineradora. Também houve acúmulo de terra no Rio Maranhão e nos córregos Ponciana e Água Santa, indicando passivo ambiental relevante.
Além da multa, a Vale precisa implementar medidas emergenciais para reduzir riscos. Entre elas estão a limpeza das áreas atingidas e ações para evitar novos deslizamentos de sedimentos. A empresa deverá apresentar um relatório detalhado com as causas e consequências do evento.
Gustavo Endrigo, superintendente de Fiscalização Ambiental da Semad, afirmou que equipes estão no local para ampliar a fiscalização. O objetivo é assegurar que as medidas adotadas sejam suficientes para conter a situação.
Na mina de Fábrica, a suspensão de atividades atingiu apenas algumas áreas. Na mina de Viga, a suspensão vale para todo o empreendimento até a eliminação dos riscos ambientais, conforme apuração da secretaria.
A Semad informou que continuará monitorando as ações da Vale e cobrando o cumprimento das medidas emergenciais. A fiscalização busca evitar novos impactos à população, ao meio ambiente e aos sistemas hídricos da região.
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