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Cópia de Dürer na National Gallery é autêntica, diz especialista

Autoria de ‘The Painter’s Father’ é defendida por especialista, mesmo diante da contestação da National Gallery; dados e datação são reavaliados

Dürer or not? A renowned authority on the artist, who has just published his catalogue raisonné, disputes the National Gallery’s claim that the painting is not by the master
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  • O retrato de The Painter’s Father, atribuído a Albrecht Dürer, é defendido como autêntico pelo historiador Christof Metzger, em seu catálogo raisonné recém-lançado, com datação de 1497.
  • A National Gallery, em Londres, mantém a posição de que a obra é uma cópia, feita por outra mão, a partir de um original perdido do século XVI, e não o trabalho do mestre.
  • A descoberta é relevante porque o retrato, muito pessoal, mostra o pai de Dürer e traz a inscrição de 1497, aos 70 anos, embora haja dúvida sobre se a inscrição é do próprio artista.
  • Metzger sustenta que a qualidade de pincelada e a técnica de glacê do quadro indicam autenticidade, citando pelo menos sete cópias conhecidas, enquanto a conservadora Susan Foister apresenta questões técnicas que, na visão dela, dificultam a reconhecimento da obra como de Dürer.
  • Em outra hipótese apresentada por Metzger, a obra conhecida como Portrait of a Venetian Woman teria, na verdade, origem florentina, sugerindo que a datação de 1505 reavalie a etapa criativa de Dürer e reclassifique a pintura como Florentina, não Venetian.

O retrato do pai de Albrecht Dürer, exibido na National Gallery de Londres, é autêntico, afirma o historiador alemão Christof Metzger em seu catálogo-raisonné recém-lançado. O estudo sustenta que The Painter’s Father foi pintado em 1497 pelo mestre, contrariando a avaliação do museu. Metzger descreve a obra como exemplo de pincelada experiente e de técnica de glacê.

Para a National Gallery, no entanto, o retrato é uma cópia, feita por outra mão, possivelmente a partir de uma obra original perdida no século XVI. O museu sustenta que a peça foi criada décadas após a morte de Dürer, por volta de 1550-1600, e que hoje não está em exibição devido a problemas de conservação.

Aposentada polêmica sobre a origem do retrato do pai

Metzger, curador da Albertina e responsável pela publicação, afirma que a pintura mantém traços da qualidade anterior, ainda perceptíveis apesar do estado. Ele observa pinceladas e técnica de retrato que, na avaliação dele, indicam autenticidade.

A debate gira também em torno da autoria da inscrição no topo do retrato, que indica 1497 aos 70 anos do retratado. A análise de especialistas busca confirmar se o texto foi realizado pelo próprio Dürer ou copiado de uma origem perdida.

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