- O livro The Female Body in Art, de Amy Dempsey, analisa a tensão entre exposição e invisibilidade do corpo feminino na arte, cobrindo desde a Renascença até os dias atuais.
- Dempsey seleciona obras que celebram imagens positivas, destacando nomes como Barbara Kruger, Guerrilla Girls, Yves Klein, Tracey Emin e Frida Kahlo, entre outros.
- A obra funciona como um passeio expositivo, enfatizando o diálogo contínuo da história da arte consigo mesma e explorando questões de gênero, sexualidade e colonialidade.
- A escolha de Julie Rrap e a peça SOMOS (Standing On My Own Shoulders), de 2024, ressaltam a visibilidade de mulheres artistas ao longo da carreira e o envelhecimento.
- A autora sintetiza a ideia central: “todo mundo merece ser visto”, buscando ampliar a percepção sobre imagens femininas na arte.
Amy Dempsey lança The Female Body in Art, livro que investiga a tensão entre a exposição excessiva e a invisibilidade da figura feminina na arte. A obra oferece uma leitura crítica sobre como o corpo feminino foi retratado ao longo da história e nos séculos atuais.
O estudo percorre desde a Renascença, com obras como The Birth of Venus e Madonna della Sedia, até o século XX e o contemporâneo. A autora privilegia escolhas que celebram a imagem feminina, sem reduzir tudo a polêmicas ou punições estéticas.
O livro reúne 240 páginas e foi publicado pela Laurence King. A edição compila análises de artistas consagradas e de nomes contemporâneos, explorando diálogos entre obras históricas e perspectivas modernas sobre gênero e visibilidade.
Destaques e diálogos
Entre as escolhas estão Barbara Kruger e as Guerrilla Girls, cujos comentários sobre acesso de mulheres a museus ganham nova leitura no século 21. A seleção inclui também Yves Klein, com Anthropometries, sob uma leitura que desafia o olhar do século atual.
Destaques contemporâneos incluem trabalhos de Tracey Emin, com uma peça monumental de 2022, dedicada à mãe, além de Frida Kahlo, em Self-Portrait With Cropped Hair (1940), que reinterpreta escolhas de identidade e insurgência.
A curadoria destaca ainda Kehinde Wiley e Yuki Kihara, em diálogo com Rubens e Gauguin, respectivamente, para discutir raça, gênero e colonialidade na arte. O objetivo é mostrar imagens que promovam leitura crítica sem recorrer a estigmas.
O último item do volume é Julie Rrap com SOMOS (Standing On My Own Shoulders), de 2024, uma peça em bronze que coloca a artista em altura literal para falar sobre visibilidade feminina na história da arte. A obra encerra a linha que Dempsey descreve como essencial: todos merecem ser vistos.
A autora descreve o livro como uma passagem expositiva pela história da arte, enfatizando o diálogo entre obras e épocas. O objetivo é apresentar imagens positivas e instigantes, mantendo o foco informativo e sem juízos de valor.
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