- Moradores da região de orange, em nova hebr, NSW, ajuizaram ação na Suprema Corte contra Cadia Holdings (Cadia Valley Operations), de Newmont, buscando indenização e uma liminar para evitar novas contaminações.
- Eles afirmam que poeira com metais pesados contaminou água de poços, tanques de chuva e terras próximas ao complexo de mineração de ouro e cobre Cadia.
- Testes independentes teriam encontrado poluição em arroios e águas subterrâneas que mergem no rio Belubula, ameaçando ecossistemas e agricultura, com menção a PFAS.
- Em 2025, Cadia foi multada em 350 mil dólares por infrações à lei ambiental relacionadas à qualidade do ar; a empresa declarou que cumprirá as obrigações legais.
- Uma avaliação independente encomendada pela EPA indicou elevação de metais pesados em algumas reservas de água subterrânea, mas não houve evidência conclusiva de degradação de rios; monitoramento de ar indicou qualidade de boa a regular e terminou em junho do ano passado.
O gerenciamento ambiental do Cadia Goldmine, na região central oeste de New South Wales, enfrenta uma ação coletiva ambiental. Moradores próximos à mina movem a ação no Tribunal Superior de NSW, alegando poluição em ar, solo e água. Eles buscam reparação de danos e uma ordem para impedir futuras contaminações.
A ação é movida pela Cadia Community Sustainability Network, representada pelo escritório William Roberts Lawyers. Alega que a poluição proveniente das operações de Cadia Valley Operations, de propriedade da Newmont, afeta propriedades, córregos e reservas de água da região, com evidências de metais pesados em águas subterrâneas e superficiais.
Jann Harries, uma das litigantes, vive a cerca de 3 km da mina e relata presence de poeira, metais pesados em água de poços e/testing de água com resultados elevados. Ela afirma que o pó compromete pastagens e coloca em risco o gado, sem propor o fechamento da mina, apenas melhoria de condições.
Segundo a ação, testes independentes indicaram contaminação em riachos e lençóis freáticos que deságuam no rio Belubula, potencialmente afetando ecossistemas e a agricultura local, com metais pesados e PFAS citados entre os poluentes.
O escritório de advocacia de William Roberts descreve a ação como um “último recurso” após anos de preocupações não atendidas pela empresa e por agências reguladoras, como a EPA. A defesa afirma que o caso está em tramitação e não comenta além do necessário.
A Newmont, que opera a Cadia, confirmou ter sido notificada da ação na Suprema Corte de NSW e informou que responderá pelos meios legais cabíveis. A empresa ressalta compromisso com a conformidade regulatória e com a gestão ambiental.
Contexto recente aponta leis ambientais envolvendo a mina: em 2025, Cadia foi multada em 350 mil dólares por violações de regras de qualidade do ar, apuradas pela NSW EPA em fiscalizações de 2021 a 2023. A empresa reconheceu as infrações.
Também em 2025, uma revisão independente encomendada pela EPA avaliou os programas de monitoramento da água do Cadia. O relatório apontou dados de metais pesados elevados em alguns depósitos de água subterrânea, Criticou lacunas no monitoramento e pediu melhorias na análise de tendências.
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