- Adolescente suspeito de agredir o cão Orelha apresentou informações falsas em depoimento à DEACLE, afirmando que não havia saído do condomínio na manhã de 4 de janeiro.
- Controle de acesso da portaria e imagens de câmeras mostraram a saída dele do condomínio e retorno ao edifício no horário do crime, por volta de 5h58, acompanhado de uma amiga.
- Testemunhas ouvidas no inquérito também confirmaram a presença do jovem fora das dependências do condomínio.
- Ele saiu para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil identificou os suspeitos e ficou nos EUA até 29 de janeiro, sendo interceptado pela polícia ao chegar ao aeroporto.
- A investigação utilizou tecnologia para confrontar depoimento, incluindo software para recuperação de dados em celulares e análise de geolocalização; a polícia pediu a internação do adolescente.
O adolescente investigado pela agressão ao cão conhecido como Cão Orelha apresentou informações falsas em depoimento à DEACLE, a Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei. Segundo a polícia, ele afirmou ter permanecido no condomínio na manhã de 4 de janeiro, próximo à área da piscina.
Imagens de câmeras de segurança e o controle de acesso da portaria apontam o contrário: o jovem saiu do edifício às 5h25 e retornou por volta das 5h58, acompanhado de uma amiga. Testemunhas também confirmaram que o adolescente esteve fora das dependências do condomínio.
A investigação aponta inconsistências entre o depoimento e as evidências, que incluem registros de localização e depoimentos de pessoas presentes no local. O caso ganhou notoriedade após o ataque ao animal, registrado por imagens mantidas pela investigação.
Cronologia e evidências
De acordo com o inquérito, o ataque ocorreu por volta das 5h30. O vídeo mostra o jovem retornando ao prédio às 5h58, com uma colega, corroborando relatos de saída do condomínio.
O adolescente deixou o país no dia do conhecimento dos suspeitos e permaneceu nos EUA até 29 de janeiro. Ao retornar, foi interceptado pela polícia no aeroporto, conforme o levantamento técnico.
A polícia também apurou que um boné rosa e um moletom estavam ligados ao jovem, com o moletom alegadamente adquirido na viagem, embora ele tenha admitido possuir a peça antes do crime. Familiares foram envolvidos no esclarecimento dos fatos.
Tecnologia e próximos passos
A PCSC utilizou software para recuperação de dados apagados em celulares e realizou análise de geolocalização para confrontar o depoimento. As evidências digitais foram centrais para avançar o inquérito.
Diante da gravidade das acusações e das provas reunidas, a autoridade policial pediu a internação do adolescente, medida prevista para casos graves envolvendo menores de idade. A decisão caberá ao Judiciário juvenil competente.
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