- Hat Yai, no sul da Tailândia, viveu inundações em novembro de 2025, em duas ondas, com chuva acumulada de até 630 milímetros em três dias.
- No dia 21 de novembro o pior parecia ter passado, mas a chuva recomeçou, elevando rapidamente as águas e deixando turbinas, casas e ruas em situação crítica.
- Moradores buscaram abrigo em andares superiores, com resgate dificultado pela água alta, correnteza e cidades alagadas, sem energia nem telefonia.
- O governo anunciou um auxílio de nove mil baht por residência, mas o pagamento depende de registro, sendo comum perda de documentação durante a enchente.
- A recuperação é desafiadora, em meio a décadas de expansão urbana irregular e a possibilidade de novos alagamentos, o que complica a viabilidade futura da cidade.
Hat Yai, na Tailândia, viveu em novembro de 2025 uma enchente de duas ondas que atingiu boa parte da cidade, deixando bairros inteiramente inundados e um longo processo de recuperação. O temporal foi causado por chuvas intensas associadas a um ano de La Niña, com acúmulo de até 630 mm em três dias.
O sistema de alerta, com bandeiras coloridas, falhou em sinalizar o risco imediato. Mesmo moradores próximos aos pontos de aviso permaneceram, em alguns casos,, em dúvida sobre a gravidade da enchente. A cidade registrou quedas de energia e de serviços de telefone, dificultando a comunicação.
As águas subiram rapidamente na manhã de 22 de novembro, chegando a 3 a 4 metros na maior parte da cidade, e até 8 metros em áreas mais baixas. Pessoas buscaram abrigo em casas de vizinhos, com deslocamento para o segundo andar ou para estruturas mais altas por vários dias.
Com o avanço das águas, muitos perderam tudo. Residências, eletrodomésticos, veículos financiados e estoques de comércio foram tomados pelo alagamento. O apoio governamental anunciou uma indenização de 9.000 baht por residência, válida apenas para moradores cadastrados.
A recuperação envolve reconstrução de casas e estabelecimentos comerciais, além de descarte de resíduos mistos que podem gerar impactos ambientais e de saúde pública. Moradores relatam dificuldades financeiras, incertezas sobre novas inundações e a necessidade de investimentos urbanos para reduzir riscos futuros.
Em Hat Yai, o desafio não é apenas reconstruir, mas reorganizar o uso do solo para evitar novas cheias. A cidade, que já planeja ampliar sua região metropolitana, enfrenta questionamentos sobre viabilidade econômica e social diante de eventos climáticos mais intensos.
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