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Pais de Piper James visitam K’gari para despedir a filha e andar onde ela andou

Pais de Piper James chegam a K’gari para cerimônia de fumaça tradicional; eutanásia de dingos divide autoridades e comunidade

Angela and Todd James (right), the parents of Canadian backpacker Piper James, touch down in Brisbane on the first stage of their pilgrimage to K’gari.
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  • Os pais de Piper James chegaram a Brisbane, iniciando uma viagem até K’gari para devolver o corpo da filha ao Canadá e realizar uma cerimônia de fumaça com os povos tradicionais.
  • Piper foi encontrada no início da madrugada de 19 de janeiro na praia perto do naufrágio SS Maheno, após nadar sozinha pela manhã.
  • A coroner apontou evidências de afogamento e ferimentos compatíveis com mordidas de dingo, mas sem indicar que as mordidas teriam sido fatais; results adicionais devem sair em semanas.
  • O governo de Queensland determinou a eutanásia de oito dingos, com um ainda pendente, em resposta a ataques a turistas; a decisão não envolveu os proprietários tradicionais de K’gari.
  • As autoridades locais ressaltam que a população de dingo na ilha já enfrenta baixa diversidade genética e riscos de consanguinidade, enquanto os Butchulla pedem que o ritual de fumaça seja preservado e respeitado.

Os pais de Piper James chegaram a Brisbane, iniciando a viagem até K’gari, a antiga Fraser Island, para devolver os restos da filha ao Canadá. Todd e Angela James desembarcaram vindo de Vancouver, na manhã de terça-feira. Eles não falaram com a imprensa no aeroporto.

A família viajará à ilha para participar de uma cerimônia de defumação conduzida pelos povos tradicionais Butchulla. A cerimônia ocorrerá na praia próxima ao naufrágio SS Maheno, local onde Piper foi encontrada nas primeiras horas de 19 janeiro.

O caso envolve Piper James, uma mochileira canadense cuja morte ocorreu após um mergulho matinal isolado. A coroner ainda aguarda resultados de exames para confirmar a causa, com avaliação inicial apontando evidências de afogamento e ferimentos compatíveis com mordidas de dingo, possivelmente não fatais.

Até a tarde de terça, um relatório indicou que oito dingoes haviam sido eutanizados, com um caso ainda em aberto na operação de controle de animais. Autoridades ressaltaram que a decisão foi tomada por motivos de segurança pública.

Os Dingos de K’gari, conhecidos como wongari pelos Butchulla, vivem na ilha desde tempos imemoriais. Especialistas ressaltam que o pack atual apresentava baixa diversidade genética, o que aumenta preocupações sobre o impacto de novas ações de controle.

Os responsáveis pela gestão ambiental do estado de Queensland afirmaram que a operação continua, e que a decisão envolveu avaliação de risco para turistas e moradores. Os Butchulla afirmaram não ter sido consultados nem envolvidos na decisão de eutanizar.

A morte de Piper é o desdobramento mais recente de confrontos entre turistas e dingoes na ilha. A região registra histórico de incidentes, destacando a necessidade de medidas de segurança e de consulta com comunidades tradicionais. O caso segue em investigação.

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