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Voluntários organizam limpeza de abrigos de trilha remotos na Nova Zelândia

Voluntários percorrem trilhas para limpar e manter mais de 950 abrigos públicos na Nova Zelândia, sustentando rede remota e cultura de cuidado

Sonja Risa scrubs mattresses clean at a basic two-bunk hut near Hokitika, New Zealand.
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  • Voluntários percorrem trilhas da Nova Zelândia para limpar e manter cabanas remotas, muitas acessíveis apenas a pé, com hóspedes levando comida e retirando lixo.
  • A campanha Love our Huts foi criada pelo Federated Mountain Club (FMC) e já reúne mais de 300 pessoas cadastradas.
  • Existem mais de novecentas cabanas no país, parte de uma rede nacional da qual o Departamento de Conservação é responsável desde os anos oitenta.
  • Nesta temporada de verão, mais de 500 cabanas já foram renovadas por voluntários, como a família Clark que limpou a Cabana Clark no Fiordland.
  • O esforço busca manter a rede de cabanas diante de desafios como tamanho, isolamento e mau tempo, alinhado ao conceito de kaitiakitanga, de proteger o ambiente para as futuras gerações.

O movimento de voluntários está mantendo dezenas de abrigos de trilha em Nova Zelândia. Com luvas de borracha e produtos de limpeza, pessoas percorrem áreas remotas para conservar as cabanas ao longo de trilhas famosas e em vales isolados.

A iniciativa é liderada pela Federated Mountain Club (FMC), uma organização de defesa de atividades ao ar livre. Mais de 300 voluntários já se cadastraram para a campanha Love our Huts, segundo a FMC. Ações como varrer janelas, limpar colchões e remover plantas invasoras estão entre as atividades.

Suzie Bell, que se mudou do Reino Unido para a Nova Zelândia em 2010, participa com a família. Ela comenta que as cabanas, muitas acessíveis apenas a pé, são um patrimônio cultural e devem durar para as próximas gerações.

Esforço em números

O país tem mais de 950 abrigos distribuídos pela paisagem, com os primeiros surgindo no final do século XIX para mineração, levantamento e manejo. A rede foi integrada na década de 1980 e é gerida pelo Departamento de Conservação.

Nesta temporada, mais de 500 cabanas foram reformadas por voluntários, segundo a FMC. Em Fiordland, a família Clark limpou a Clark Hut após uma caminhada de cinco horas, usando luvas e itens simples de limpeza.

Experiências entre os voluntários

Casas isoladas, como Top Otoroh Bivvy, recebem manutenção apenas ocasionalmente, exigindo caminhadas longas. Em alguns casos, famílias relatam o impacto de dedicar tempo para manter os abrigos, com crianças envolvidas na tarefa.

Jo Clark, psicóloga, acompanhou as filhas para limpar a Clark Hut em Fiordland, levando itens básicos para a limpeza. Entre os jovens que participam, há relatos de aprendizado sobre cuidado com o ambiente.

Propósito e contexto

A conservação do conjunto de abrigos é desafiadora devido à distância, condições climáticas e o tamanho da rede. Autoridades ressaltam que o empenho de voluntários ajuda a manter trilhas seguras e acessíveis, complementando o trabalho público.

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