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336 procurados por feminicídio com mandados pendentes no Brasil

Levantamento do g1 aponta 336 procurados pela Justiça por feminicídio em todo o país, com mandados em aberto em 25 estados e casos de condenação e fuga

Brasil tem mais de 300 condenados ou suspeitos de feminicídio procurados pela Justiça
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  • Levantamento do g1 identifica 336 homens condenados ou suspeitos de feminicídio com mandados de prisão em aberto em todo o Brasil, distribuídos por 25 estados, com maior concentração em São Paulo, Bahia, Maranhão e Pará.
  • As ordens incluem prisão preventiva, recaptura e prisões decretadas após condenação em segunda instância ou primeira instância.
  • Casos destacados: Cláudio Jerre Alexandre Dias foi condenado a 42 anos pelo assassinato da ex-companheira em Gurupi (Tocantins) e fugiu em 2023.
  • Outro caso: Rodrigo Junio da Costa foi condenado por invadir a casa da ex-companheira e atacá-la com duas facas; teve progressão de regime e está foragido desde agosto de 2024.
  • Também aparecem Joilson Nascimento dos Santos, condenado por ataques brutais no Maranhão, e Marcondes Figueiredo de Oliveira, condenado por homicídio em 2001, que rompeu a tornozeleira em 2020 e permanece foragido.

Um levantamento exclusivo do g1 identificou 336 homens condenados ou suspeitos de feminicídio que ainda são procurados pela Justiça em todo o Brasil. Os mandados de prisão estão em aberto, e muitos casos já envolvem condenação definitiva. Os assassinatos de mulheres atingiram recordes em 2025.

As informações foram apuradas com dados do BNMP, do CNJ, e abrangem décadas, até 2023. A maioria das ordens é de prisão preventiva, mas também há mandados de recaptura e de prisão após condenação em segunda instância. Os casos estão distribuídos por 25 estados, com maior concentração em São Paulo, Bahia, Maranhão e Pará.

Casos em destaque

Em Gurupi (TO), Cláudio Jerre Alexandre Dias foi condenado a 42 anos por matar a ex-companheira em 2022. O réu fugiu antes do início do cumprimento da pena e permanece foragido desde 2023.

Em Belo Horizonte (MG), Rodrigo Junio da Costa foi condenado a quase oito anos por invadir a casa da ex e atacá-la com duas facas. Durante a pandemia, teve progressão de regime, fugiu e permanece procurado desde 2024.

No Maranhão, Joilson Nascimento dos Santos foi condenado a mais de nove anos por agressões que quase tiraram a vida da esposa. Ele fugiu durante o processo e não foi localizado.

Em Manaus (AM), Marcondes Figueiredo de Oliveira recebeu pena por morte de uma mulher em 2001. Ele rompeu a tornozeleira em 2020 e segue foragido, após retorno de regime. A Justiça determinou nova prisão após o rompimento.

Contexto institucional

Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que o principal gargalo não é a identificação dos autores, mas o cumprimento das ordens de prisão. Para a delegada Eugênia Villa, cada mandado representa uma mulher assassinada e uma família afetada.

O levantamento utiliza dados do BNMP, compilando casos de feminicídio consumado e de tentativa, acumulados ao longo de mais de duas décadas. A apuração segue o que consta nos registros oficiais até 2023.

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