- David Furnish classificou como “abominação” a possibilidade de o Daily Mail ter escrito notas sobre ele e Elton John com base em informações obtidas de forma ilícita.
- Furnish e John integram um grupo de sete demandantes, entre eles o príncipe Harry, que acusam a Associated Newspapers Ltd de obter informações de modo ilegal.
- A Associated Newspapers Ltd nega as acusações, afirmando que os textos foram gerados a partir de diversas fontes, sem evidências que sustentem as acusações contra eles.
- Elizabeth Hurley informou aos dois, em fevereiro de 2021, sobre alegações de interceptação de chamadas pelo Mail on Sunday.
- A ação aponta interceptação de mensagens de voz e outras técnicas entre 2000 e 2015; a empresa sustenta que os dados vieram de fontes lícitas e públicas.
David Furnish afirmou que é uma abominação o fato de o editor do Daily Mail ter escrito histórias sobre ele e Elton John com base em informações supostamente obtidas de forma ilegal. Os dois estão entre sete autores de uma ação contra a Associated Newspapers Ltd (ANL) no tribunal de justiça do Reino Unido.
Segundo os argumentos apresentados, o grupo alega que a ANL ordenou a coleta de informações de forma ilegal para viabilizar reportagens. Os artigos questionados teriam origem em contatos de jornalistas, no escritório da dupla, em fotógrafos, agências de notícia e outras fontes, entre 2000 e 2015. A defesa da ANL nega as acusações e afirma que não há evidências técnicas que apoiem os pontos centrais.
A súmula apresentada aponta que Furnish e John se sentiram violados ao descobrir o suposto uso de investigadores particulares para interceptar ligações telefônicas e acessar dados pessoais. O casal soube das táticas por meio de Elizabeth Hurley, amiga de Furnish, em fevereiro de 2021, que lhe comunicou informações sobre o envolvimento de um investigador com o Daily Mail.
No decorrer do processo, também é discutida a atuação de Gavin Burrows, que teria interceptado conversas em Windsor para o Mail on Sunday. A defesa da ANL afirmou que Burrows negou participação em investigações ligadas a Elton John e que não houve interceptação de comunicações de terceiros vinculados ao músico. A acusação envolve ainda informações de saúde mencionadas em ataques de 2009 e 2015, atribuídas a fontes privadas, com a defesa sustentando que dados vieram de declarações oficiais e de sites próprios de John.
A agência ressalta que Farrow, ex-publicista de John, teria fornecido informações sobre a vida pessoal do casal a veículos de imprensa, incluindo jornalistas da Associated. A defesa sustenta ainda que os registros de pagamentos a investigadores não comprovam a relação com as reportagens, caracterizando as ligações temporais como sem base suficiente. O caso segue em tramitação sem decisão final.
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