- Pelo menos 16 pessoas morreram e outras ainda podem estar presas após explosão em mina de carvão não autorizada em Meghalaya, no nordeste da Índia.
- O acidente ocorreu por volta das 10h, em uma mina tipo “rat-hole” no distrito de East Jaintia Hills.
- As minas do tipo rat-hole foram proibidas em 2014 devido ao alto número de fatalidades e danos ambientais.
- Bombeiros e polícia trabalham no local, mas as buscas permanecem suspensas pela falta de equipamentos; oito pessoas ficaram feridas.
- O governo de Meghalaya determinou uma investigação abrangente; responsabilidades serão apuradas. Até 2012, treze mortes já haviam sido registradas nessa prática ilegal na região, segundo estimativas federais.
Oito pessoas ficaram feridas e ao menos 16 morreram após uma explosão em uma mina de carvão não autorizada no nordeste da Índia, no estado de Meghalaya. O acidente ocorreu por volta das 10h, no horário local, em uma chamada mina de túnel curto conhecida como rat-hole, no distrito de East Jaintia Hills.
Segundo o representante local, o vice-comissário do distrito, Manish Kumar, as operações de resgate enfrentaram dificuldades pela localização remota do local e pela falta de equipamentos. Há ainda a preocupação com trabalhadores presos na mina, que pode aumentar o número de vítimas.
A Polícia local está no local desde o ocorrido. O resgate depende de acesso por estradas off-road, o que poderá levar horas até que autoridades estaduais e federais consigam alcançar o local e retomar as buscas.
Meghalaya anunciou a abertura de uma investigação abrangente sobre o incidente. A expectativa é responsabilizar os envolvidos e adotar medidas legais cabíveis, afirmou o chefe do governo estadual, Conrad Sangma, em postagem publicada nas redes.
Contexto e histórico
Desde 2012, governos federal e estaduais estimam mais de 60 mortes ligadas à mineração ilegal de rat-hole nas regiões de Assam e Meghalaya, destacando o risco ambiental e humano associado a esse tipo de exploração.
Nota de apuração
Este texto reescreve informações divulgadas pela Reuters, mantendo o foco em fatos verificados e na linguagem objetiva.
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