- Um grupo de pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Massachusetts Institute of Technology) mapeou o fluxo de pedestres em toda a cidade de Nova York, criando o primeiro modelo completo de atividade de pedestres em uma cidade dos Estados Unidos.
- O estudo usa dados de contagem de pedestres da cidade coletados em 2018 e 2019 para calibrar o modelo, que abrange milhares de trechos de calçadas e travessias e pode estimar o fluxo em toda a cidade.
- No período de pico da noite, a calçada de Midtown Manhattan registra cerca de 1.697 pedestres por hora, o valor mais alto; no Lower Manhattan aparecem em torno de 740 e no Greenwich Village, 656 pedestres por hora.
- O modelo também mostrou que o risco de acidentes por pedestre nem sempre acompanha apenas o volume de pedestres, apontando áreas com alta probabilidade de ocorrências mesmo com menos gente.
- A pesquisa, publicada na Nature Cities, pode orientar investimentos em infraestrutura de pedestres, com possibilidades de aplicação em outras cidades como Los Angeles e em estados como Maine, para ampliar a mobilidade a pé e reduzir impactos do trânsito motorizado.
O MIT divulgou um estudo que mapeia, pela primeira vez, o fluxo de pedestres em Nova York. O projeto cria um conjunto de dados sobre calçadas, faixas de pedestres e caminhos de pedestres na cidade. A pesquisa visa orientar decisões de infraestrutura e melhoria da segurança.
O grupo liderado pelo professor Andrés Sevtsuk, da MIT, usou dados da Companhia de Trânsito de Nova York (DOT) de 2018 e 2019 para calibrar o modelo. A partir disso, é possível estimar o movimento de pedestres em toda a cidade, não apenas onde há contagem oficial.
O estudo evidencia que Manhattan concentra o maior tráfego por quarteirão, especialmente na região de Midtown. Mas aponta que várias áreas fora de Manhattan também apresentam volumes elevados, com potencial de exigir investimentos em mobilidade para pedestres.
Aplicações e impactos
O modelo permite identificar locais com alto volume de pedestres e alto risco de acidentes por pessoa, ajudando a priorizar intervenções. Dados por horário mostram padrões diferentes: manhãs com foco em deslocamento para trabalho, períodos de meio e fim de dia com visitas a serviços e atividades sociais.
Os autores destacam que a ferramenta pode calibrar políticas de urbanismo não apenas para Nova York, mas para outras cidades dos EUA. O estudo já envolve trabalhos em Los Angeles e Maine, avaliando movimentação de pedestres em dezenas de cidades e comunidades.
A pesquisa sugere que futuras obras de infraestrutura podem beneficiar-se de análises de impacto no pedestre, indo além de medidas de fluxo de veículos. A intenção é equilibrar o planejamento urbano com a mobilidade de quem caminha pela cidade.
Entre na conversa da comunidade