- STJ revogou o habeas corpus de Mauro Davi Nepomuceno, o Oruam, por desrespeito reiterado à tornozeleira eletrônica, após ele ter desligado o dispositivo 28 vezes em 45 dias.
- A Seape do Rio informou 66 violações do monitoramento desde novembro do ano passado, incluindo um caso de alto impacto em que o equipamento foi danificado.
- No dia 9 de dezembro houve troca do dispositivo; desde então, o monitoramento persiste com o aparelho desligado desde 1º de novembro, véspera da decretação da prisão preventiva.
- A polícia do Rio iniciou buscas por Oruam na terça-feira, 3 de fevereiro, após ele passar a ser considerado foragido; diligências foram feitas em Jacarepaguá, entre outros locais.
- A defesa havia pedido prisão domiciliar humanitária, alegando comorbidades no pulmão, e argumentou que houve falhas técnicas recorrentes; Oruam tem histórico de prisão preventiva em julho de 2025 e liberdade condicional em setembro de 2025.
O Superior Tribunal de Justiça revogou nesta semana o habeas corpus do rapper Mauro Davi Nepomuceno, conhecido como Oruam, por desrespeito reiterado à tornozeleira eletrônica. Segundo o STJ, o artista desligou o dispositivo 28 vezes em 45 dias.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (SEAP) informou que ele violou o monitoramento 66 vezes desde novembro do ano passado. Em uma das ocorrências, houve alto impacto, com dano ao equipamento. No dia 9 de dezembro, Oruam compareceu à SEAP para substituição da tornozeleira.
Desde então, as violações persistiram, aponta a SEAP. O monitorado manteve o aparelho desligado desde 1º de fevereiro, véspera da decretação de sua prisão preventiva. A defesa do rapper não foi localizada para comentar o caso.
Situação atual
A polícia do Rio iniciou buscas por Oruam na terça-feira, 3, quando passou a ser considerado foragido. Foram cumpridas diligências na residência declarada pelo artista, em Jacarepaguá, sem localizá-lo. Novos contatos e deslocamentos para localizar o paradeiro seguem em andamento.
A defesa havia pedido prisão domiciliar humanitária, alegando comorbidades pulmonares não especificadas. Os advogados sustentaram que não houve desligamento intencional, afirmando que o equipamento apresentava falhas técnicas, como problemas na bateria e sinal.
Histórico e contexto
Oruam já teve prisão preventiva decretada em julho de 2025, sob acusações relacionadas a tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, ameaça e tentativa de homicídio contra policiais. Em setembro de 2025, obteve liberdade condicional com restrições, incluindo o uso da tornozeleira.
O cantor é filho de Marcinho VP, apontado pelo Ministério Público como liderança da facção Comando Vermelho. Em março de 2024, ganhou notoriedade ao pedir a soltura do pai durante apresentação no festival Lollapalooza, em São Paulo.
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