- O Superior Tribunal Militar condenou o réu a seis anos, sete meses e seis dias de prisão por tráfico de substância entorpecente e denunciação caluniosa, ampliando a pena em relação à decisão de primeira instância.
- O caso envolve a tentativa de incriminar a ex-companheira, aspirante da Força Aérea, ocultando cocaína no veículo da militar e enviando um e-mail anônimo às autoridades.
- A investigação aponta que o crime foi articulado para prejudicar a oficial profissional e socialmente, com o objetivo de macular a imagem da Força Aérea.
- As evidências mostram droga escondida exatamente sob o banco traseiro do veículo, descoberta após inspeção com cães farejadores, e indícios de envio do e-mail anônimo.
- Testemunhas, including o mototaxista, confirmaram que houve monitoramento da militar e que o réu pediu para reforçar a denúncia via Disque Denúncia, além de registros de ligações tentadas pelo acusado.
O Superior Tribunal Militar (STM) condenou um civil por tentar incriminar uma aspirante da Força Aérea, ex-companheira dele. A decisão, tomada em 5 de dezembro, aumentou a pena inicial após avaliação de provas. O réu foi condenado por tráfico de substância entorpecente e denunciação caluniosa, com seis anos, sete meses e seis dias de prisão.
Conforme os autos, a cocaína foi escondida no Fiat Palio da militar, sob o banco traseiro, e um e-mail anônimo foi enviado às autoridades militares para simular uma prisão em flagrante. A investigação aponta uma tentativa de prejudicar a profissional e a imagem da Força Aérea.
Detalhes do Caso
O caso teve início em 27 de fevereiro de 2020, quando o GAP-BE inspecionou o veículo, após denúncia por e-mail. Cães farejadores localizaram os pacotes de cocaína sob o banco. A aspirante foi indiciada por posse de droga, mas a linha de investigação revelou uma trama de vingança.
Segundo o inquérito, o civil contratou um mototaxista para monitorar a ex-companheira sob a alegação de infidelidade. Em 15 de fevereiro, o acusado teria acessado o veículo da vítima e ocultado a droga durante a passagem da militar pela escola.
O depoimento do mototaxista é central: ele afirmou ter visto o ex-companheiro mexer no carro e revelou que, dias após a apreensão, o réu pediu que ele ligasse para reforçar a acusação. O motorista não realizou a ligação e avisou a aspirante sobre a perseguição.
A quebra de sigilo telemático revelou que o e-mail foi criado em uma lan house no Mangueirão, apenas 10 minutos antes do envio. Registros de câmeras também mostraram o encontro entre o civil e o mototaxista, além da presença do acusado nas proximidades do veículo da vítima.
Perícia no celular entregue pelo mototaxista apontou tentativas de contato para o número 181, reforçando a linha de apuração sobre a denunciação caluniosa. O Ministério Público apresentou a denúncia e a defesa será analisada conforme o processo.
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