- Um vazamento de esgoto não tratado em Wellington, Nova Zelândia, levou a uma “falha catastrófica” na estação de tratamento, com obras de reparo previstas para levar meses.
- Cerca de 70 milhões de litros de esgoto cru vazaram para as águas ao redor da cidade, após as bases inferiores da planta ficarem alagadas pelo mau tempo.
- O esgoto passou a emergir por um duto de descarga de cinco metros, chegando às águas da costa sul de Wellington, devido ao entupimento do duto de 1,8 km.
- A Wellington Water informou que, na sexta-feira, operava com mais da metade do sistema de descarte longo restaurado, bombeando cerca de 900 litros por segundo pelo duto longo; o duto curto é usado em picos de demanda.
- Autoridades pediram aos moradores para evitar entrar na água, coletar frutos do mar ou passear com cães nas praias, citando risco à saúde pública, apesar dos esforços para diluir o efluente no Estreito de Cook.
O grande volume de esgoto não tratado vazou na capital da Nova Zelândia, Wellington, após falha na estação de tratamento de águas residais. O incidente, ocorrido durante chuvas intensas, é tratado como desastre ambiental pelas autoridades, com reparos previstos para durar meses.
A planta Moa Point ficou com seus pisos inferiores inundados, fazendo com que o esgoto não tratado escape por um emissário de apenas 5 metros, em vez do tubo habitual de 1,8 km que libera água tratada no Estreito de Cook. A cidade ordenou medidas de proteção aos moradores.
Segundo Wellington Water, aproximadamente 70 milhões de litros de esgoto cru vazaram para as águas locais. O gerente-executivo Pat Dougherty afirmou não conseguir explicar o motivo da falha no emissário, destacando que o duto deveria suportar qualquer eventualidade.
O prefeito de Wellington, Andrew Little, classificou o problema como uma falha catastrófica, enfatizando que o tratamento de esgoto para a cidade falhou completamente.
Na sexta, a Wellington Water informou ter restabelecido parcialmente o funcionamento do emissário longo e do sistema de peneiramento, que retira absorventes e lenços do esgoto. A empresa disse estar bombeando 900 litros por segundo pelo emissário longo.
A operadora informou que, embora haja diluição maior com o emissário longo, o risco à saúde pública permanece. A expectativa é aumentar o fluxo pelo emissário longo ao longo do fim de semana para reduzir a dependência do emissário curto, sem estimar prazos.
Moradores, escolas de mergulho e proprietários de negócios próximos expressaram preocupação com impactos financeiros e de segurança. Diversos mergulhadores cancelaram atividades, e a percepção negativa pode afetar futuras reservas na região.
A avaliação ambiental responsável pela área afirmou preocupação com o ecossistema marinho e com a saúde pública. Autoridades trabalham para mapear a extensão do vazamento e monitorar impactos no litoral de Wellington.
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