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Polícia prende turista argentina por gesto racista no Rio

Turista argentina é presa preventivamente no Rio por injúria racial a funcionários de bar em Ipanema; passaporte retido e tornozeleira eletrônica estabelecida

A turista argentina Agostina Paez fez ofensas racistas em Ipanema, na zona sul do Rio, no dia 14 de janeiro. Foto: Reprodução/Redes Sociais
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  • A turista argentina Agostina Paez foi indiciada por injúria racial e teve a prisão preventiva decretada pela 37ª Vara Criminal do Rio, anunciada nesta sexta-feira 6.
  • A prisão ocorreu após a denúncia de que Paez proferiu ofensas raciais contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, no dia 14 de janeiro.
  • O Ministério Público pediu a medida e a Justiça proibiu a denunciada de deixar o país, reteve o passaporte e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.
  • Segundo a denúncia, Paez desacatou um funcionário do bar chamando-o de negro e fez gestos simulando atos de animal; novas ofensas foram proferidas na calçada em frente ao estabelecimento.
  • O crime de racismo tem pena prevista de dois a cinco anos de prisão.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a turista argentina Agostina Paez foi presa por injúria racial, associada a um caso ocorrido em Ipanema, na zona sul da cidade, no dia 14 de janeiro. A denúncia envolve ofensas contra quatro funcionários de um bar da Rua Vinícius de Moraes.

Segundo a ação penal, Paez discutiu o valor da conta e usou expressões discriminatórias contra um funcionário, chamando-o de negro com teor ofensivo. Ela também proferiu insultos em espanhol, chamando‑o de “mono” e simulando gestos de animal.

Após o episódio, a denunciante retornou à calçada do bar e repetiu as ofensas, emitindo ruídos e gestos racistas contra três funcionários. A conduta é apresentada como racismo, com o objetivo de inferiorizar pela raça e cor.

Medidas judiciais

A prisão preventiva foi decretada pela 37ª Vara Criminal do Rio na quinta-feira, 5 de janeiro, seguindo pedido do Ministério Público. O MP também solicitou a restrição de saída do país, com retenção do passaporte, além do uso de tornozeleira eletrônica.

A autoridade policial informou que Paez permanece sob medidas cautelares enquanto tramita o processo. A pena prevista para o crime de racismo pode variar entre dois e cinco anos de prisão, conforme a legislação brasileira.

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