- Nathan Bennett, de Corston, perto de Bath, foi considerado culpado de oito crimes, incluindo estupro contra cinco crianças de dois e três anos, no jardim de Bristol que ele cuidava.
- O réu ganhou a confiança das crianças com afeto excessivo, comportamento descrito como predatório pelos procuradores.
- Pais levantaram preocupações três vezes nos seis meses anteriores à detenção, temendo que Bennett fosse demasiado afetuoso e beijava as crianças na face.
- O veredicto ocorreu após uma gerente do jardim ver em imagens de CCTV Bennett colocando a mão na roupa de uma criança; ele foi afastado e a polícia foi acionada em fevereiro de 2025.
- Familiares das crianças disseram estar devastados e pediram explicações sobre como Bennett pôde trabalhar com crianças e sobre as falhas nos sistemas de proteção da Partou King Street.
Nathan Bennett, de 30 anos, foi considerado culpado de abusar sexualmente de cinco crianças sob seus cuidados em um berçário em Bristol. O veredito inclui oito acusações de estupro contra crianças de dois e três anos; ele também se declarou culpado de 13 crimes menos graves envolvendo quatro vítimas.
Bennett, residente em Corston, perto de Bath, conquistava a confiança dos garotos por meio de demonstrações de afeto. A promotoria descreveu o comportamento dele como predatório e comparou o caso a um pesadelo para os pais.
O julgamento revelou que os responsáveis pelo berçário levantaram preocupações em três ocasiões nos seis meses anteriores à prisão. Eles temiam o excesso de afeto do funcionário e o beijo em bochechas das crianças sob seus cuidados.
A detenção ocorreu em fevereiro de 2025, quando a gerente do berçário viu em câmeras Bennett colocando a mão dentro da roupa de uma criança. Ele foi enviado para casa e a polícia foi acionada.
Contexto e desdobramentos
Durante o júri, uma mãe relatou o momento em que seu filho informou ter sido abusado por um trabalhador do berçário. A criança descreveu sentimentos de tristeza e silêncio, segundo o depoimento. A família pediu esclarecimentos sobre as falhas de proteção na instituição.
O tribunal ouviu ainda o depoimento de uma criança, gravado em entrevista policial, em que ele descreveu ter fingido cozinhar uma pizza e foi questionado sobre o que houve na época do abuso, sem ter relatado o ocorrido na ocasião.
Bennett havia começado a trabalhar no berçário em julho de 2024, como profissional de primeiros anos. A promotora Virginia Cornwall afirmou que a estratégia dele era fazer as crianças se sentirem especiais e seguras, sugerindo um padrão predatório.
Ao final, Bennett respondeu com uma breve declaração aos pais: ele afirmou não ter desejado ferir ninguém. O berçário faz parte do grupo Partou, fundado na Holanda.
Em nota, as famílias das crianças declararam estar devastadas e pediram respostas sobre como Bennett conseguiu atuar junto a jovens, quais checagens foram feitas e como falhas de proteção ocorreram de forma tão grave. A comunicação foi feita por meio do escritório de advocacia Leigh Day.
Entre na conversa da comunidade