- Organizações culturais do Reino Unido criticaram a decisão da operadora Serco de remover obras de arte das celas de custódia em tribunais da Inglaterra e do País de Gales.
- As obras, criadas por prisioneiros da prisão de Doncaster, foram encomendadas pelo Serviço de Escorts e Custódia de Prisões do governo para iluminar as celas, muitas sem luz natural.
- Um relatório dos Lay Observers (pessoas que acompanham o sistema de custódia) aponta que, com exceção de algumas exceções, apenas tribunais geridos pela GEOAmey exibiam as obras, com outras unidades removendo-as após instruções da gestão da Serco.
- Organizações como Pictora, Art on a Postcard e Prodigal Arts afirmam que a remoção prejudica esforços de reabilitação e a dignidade dos detidos, destacando benefícios da arte para bem‑estar e reinserção social.
- A Serco afirmou que busca tornar os Court Custody Suites mais seguros e adequados, trabalhando com a Secretaria de Justiça e Prisões (HMPPS) para melhorar o ambiente.
O que aconteceu
Cultura prisional no Reino Unido acusa a Serco de remover obras de arte das áreas de custódia de tribunais na Inglaterra e no País de Gales. As peças foram encomendadas pelo serviço Prisioner Escort and Custody Services do governo e criadas por presos no complexo de HMP Doncaster.
Quem está envolvido
As obras foram produzidas por presos de HMP Doncaster. A Serco atua como contratada responsável pela gestão das áreas de custódia. Organizações culturais focadas em prisões, como a Pictora, o grupo Art on a Postcard e a Prodigal Arts, criticam a decisão.
Quando e onde
A retirada ocorreu em cortes custodiados sob a gestão da Serco, espalhados pela Inglaterra e pelo País de Gales. O relatório da Lay Observers, formado por pessoas que acompanham o funcionamento do sistema, aponta mudanças recentes nesses espaços.
Por quê
Segundo as organizações culturais, a retirada dificulta a reabilitação e a humanização de ambientes de custódia. Elas ressaltam que a arte pode favorecer bem-estar, autoestima e habilidades sociais, contribuindo para a reinserção social e redução de reincidência.
Detalhes e respostas
Robert Morrall, diretor da Pictora, descreve a remoção como um dia triste que contrapõe valores de uma sociedade civilizada. Morrall cita a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma o direito à participação cultural.
Voos de opinião e contexto
Gemma Peppé, da Art on a Postcard, afirma que a arte tem efeito positivo na saúde e na alegria, questionando a lógica de retirar as obras de ambientes de custódia. A Prodigal Arts aponta que as obras humanizavam espaços de alta tensão.
Posicionamento institucional
A Serco afirmou que busca um ambiente seguro e acolhedor para detidos e trabalha com a HMPPS para melhorar o aspecto das salas de custódia. As organizações convidam a manter a perspectiva de reabilitação e dignidade no sistema.
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