- Os papéis de Epstein revelam que o investidor Leon Black foi um dos principais colecionadores de Van Gogh, com cinco obras na coleção.
- Entre elas está Quarry near Saint-Rémy, avaliada em US$ 60 milhões em 2016; também havia Garden with Flowers, avaliada em US$ 25 milhões, além de três trabalhos em papel.
- As peças teriam sido adquiridas de forma privada, não em leilões.
- Epstein foi condenado em 2008 e morreu na prisão em 2019; Black nega qualquer irregularidade e não comentou via porta-voz.
- Black atuou como presidente do Museu de Arte Moderna (MoMA) de 2018 a 2021 e, após as revelações, não se reelegeu, permanecendo como trustee.
O US Department of Justice divulgou os Papéis de Epstein, que revelam que o investidor Leon Black passou a ser um dos principais colecionadores de Van Gogh no início do século XXI. Entre as peças, constam a pintura Quarry near Saint-Rémy, avaliada em US$ 60 milhões em 2016, e um dos desenhos mais caros do artista, Garden with Flowers, então avaliado em US$ 25 milhões, além de três outras obras sobre papel. Todas teriam sido adquiridas de forma privada.
Os documentos destacam Black no grupo de colecionadores relevantes de Van Gogh na época. Epstein o teria assessorado financeiramente. Black atuou como presidente do Museum of Modern Art (MoMA) entre 2018 e 2021, mas não buscou a reeleição após vir à tona sua relação com Epstein, mantendo-se como trustee da instituição.
Contexto e Reações
Epstein foi condenado por solicitação de prostituição e por solicitação de menor em 2008. Ele morreu na prisão em 2019, em o que a Justiça classificou como suicídio, enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual. A menção de Black nos papéis não implica irregularidade; o empresário já negou qualquer crime relacionado a Epstein, assim como qualquer conhecimento de atividades criminosas do parceiro. O representante de Black não respondeu ao pedido de comentário da imprensa até o fechamento desta edição.
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