- Dois homens foram condenados à prisão perpétua por planejar um ataque terrorista nos arredores de Manchester contra a comunidade judaica, entre dezembro de 2023 e maio de 2024.
- Walid Saadaoui, 38 anos, e Amar Hussein, 52, tinham aliança com o Estado Islâmico e planejaram disfarçar-se de judeus para atacar uma marcha antissantem.
- Um operador disfarçado, conhecido como Farouk, infiltrou redes jihadistas e impediu a execução do ataque, fornecendo armas de fogo ao esquema.
- Saadaoui foi preso em uma operação que envolveu mais de 200 policiais, em 8 de maio de 2024, no estacionamento do Last Drop Hotel, em Bolton; as armas estavam desativadas.
- O irmão de Saadaoui, Bilel Saadaoui, foi condenado a seis anos por não divulgar informações sobre o plano.
Walid Saadaoui e Amar Hussein foram condenados à prisão perpétua por tentar realizar um ataque terrorista extremamente violento no Grande Manchester. A sentença ocorreu no Crown Court de Preston, com as condenações pelo planejamento de atos de terrorismo entre dezembro de 2023 e maio de 2024. A operação contou com a participação de um agente disfarçado, que impediu o atentado.
Saadaoui, 38 anos, de Abram, Wigan, foi considerado o mentor do complô. Hussein, 52, não tem endereço fixa, e o trio ainda incluiu o irmão de Walid, Bilel Saadaoui, 37, que recebeu seis anos por não revelar informações sobre o plano. Os três negaram as acusações durante o julgamento que durou quase três meses.
A investigação revelou que Saadaoui, ex-proprietário de restaurante italiano, planejou disfarçar-se de judeus para atacar uma marcha antissemitista no centro de Manchester, seguindo para áreas com uma das maiores comunidades judaicas da Europa. A cooperação com um fornecedor de armas infiltrado impediu o uso de armas de fogo.
Detalhes do plano e envolvimento
A dupla buscou adquirir rifles semiautomáticos, avaliaram rotas de entrega e realizaram reconhecimento de escolas, sinagogas e lojas judaicas. A operação contou com uma parada policial em Bolton, quando Saadaoui foi preso em 8 de maio de 2024, durante a tentativa de tomar as armas em um estacionamento. As armas estavam desativadas.
O agente infiltrado, conhecido como Farouk, simulou ser cúmplice extremista nas redes sociais para convencer Saadaoui de que poderia conseguir armas. O inquérito descreveu que Saadaoui tinha uma veia de extremismo islâmico e disseminava propaganda online.
Ao justificar a severidade da ameaça, o juiz afirmou que, se o ataque tivesse ocorrido, seria um dos mais letais já vistos no país. O veredito enfatizou o risco extremo para civis desarmados durante uma marcha portadora de público amplo.
A direção de Polícia de Greater Manchester informou que o caso evidencia a importância de ações preventivas contra extremismo. Oficiais destacaram o papel do agente infiltrado como crucial para evitar perdas humanas.
As autoridades ressaltaram que houve uma resposta coordenada de segurança com mais de 200 agentes envolvidos na operação de apreensão das armas. Não houve vítimas durante a intervenção policial, que impediu o atentado antes de qualquer ataque efetivo.
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