- Investigadores de St. Paul e do FBI apuram a prisão de imigração ocorrida em janeiro, após Alberto Castañeda Mondragón ficar com oito fraturas no crânio e ser internado na UTI de um hospital em Minneapolis.
- Alega-se que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) o tiraram de um veículo, o lançaram ao chão e o golpearam repetidamente na cabeça com um bastão de aço; a ICE afirma que ele tentou fugir e caiu contra uma parede de concreto.
- Profissionais do hospital dizem que a queda não explica as hemorragens cerebrais e as fraturas em várias regiões do crânio; a tomografia mostrou lesões incompatíveis com uma queda simples.
- Autoridades solicitaram imagens de câmeras de pelo menos dois estabelecimentos, mas parte das gravações já havia sido sobrescrita ou não captou o momento da prisão, dificultando a apuração.
- Castañeda Mondragón foi convocado para se reunir com o ICE no dia vinte e três de fevereiro na principal instalação de detenção em Minneapolis, o que pode levar a novas ações administrativas ou legais.
Alberto Castañeda Mondragón, mexicano, ficou com oito fraturas no crânio após uma abordagem de agentes da ICE em janeiro. A polícia de St. Paul e o FBI investigam o caso, para entender as circunstâncias que levaram aos ferimentos graves no hospital de Minneapolis.
Segundo apuração, os investigadores passaram boa parte da semana passada no estacionamento de um centro comercial. Alega-se que os agentes teriam retirado Mondragón de um veículo, o empurrado ao chão e desferido golpes na cabeça com uma bastão de aço.
A ICE sustenta que Mondragón tentou fugir enquanto estava algemado e acabou caindo contra uma parede de concreto. Oficiais do hospital, no entanto, disseram à Associated Press que a queda não explica o sangramento cerebral nem as memórias fragmentadas observadas.
Versões em conflito
Mondragón havia dito anteriormente, em entrevista à AP, que os agentes teriam começado a agredi-lo rapidamente durante a prisão. Seus advogados questionam a possibilidade de perfilamento racial na ação.
Registros, imagens e prazos
Durante visitas ao local, autoridades pediram imagens de câmeras de pelo menos dois comércios; funcionários relatam que algumas câmeras não capturaram a prisão de 8 de janeiro ou tiveram imagens sobrescritas por durar mais de 30 dias.
O proprietário de um mercado no entorno informou que a polícia de St. Paul retornou ao local para buscar dados, e que auditores da FBI também demonstraram interesse nas gravações. A polícia não respondeu aos pedidos de comentário; a agência federal também não comentou.
Contexto e próximos passos
Nesta semana, houve outra investigação federal sobre acusações de falso testemunho envolvendo agentes da ICE em Minneapolis, com acusações anuladas após contradição de vídeos. Além disso, o DHS não divulgou detalhes sobre o estado de Mondragón ou sobre se houve gravação de câmeras corporais.
A autoridades de Minnesota relatam que Mondragón deve se apresentar à ICE em 23 de fevereiro, no principal centro de detenção da agência, o que pode implicar nova medida de remoção. Enquanto isso, as investigações continuam para esclarecer as causas das lesões e a responsabilidade na abordagem.
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