- A escassez de cimento médico pode atrasar cirurgias de quadril e joelho, bem como outras operações pré-programadas, segundo especialistas.
- O fornecimento global vem apresentando falhas, com a Heraeus Medical (empresa alemã) apontando defeito de embalagem que interrompe a produção.
- O NHS determinou que os estoques sejam direcionados a atendimento de trauma e urgente e estimulou o uso de fornecedores alternativos, quando possível.
- O NHS England informou que há fornecimento para as próximas duas semanas e estimou um intervalo de seis a oito semanas sem reposição estável.
- Organizações de pacientes destacam o impacto para quem aguarda cirurgia, e pedem comunicação rápida dos hospitais e apoio durante o atraso.
A NHS enfrenta um atraso significativo em cirurgias de quadril e joelho devido à escassez de cimento ortopédico, principal item utilizado para fixar próteses. O problema é global e envolve o fornecimento do maior fornecedor de cimento médico na NHS, com impacto direto em hospitais que devem priorizar atendimentos de trauma e urgência.
Segundo a NHS England, a orientação é redirecionar estoques para atendimentos críticos e buscar fornecedores alternativos, priorizando pacientes com maior necessidade. O estoque disponível nos hospitais não é afetado, mas há expectativa de interrupção na oferta por semanas.
A fabricante alemã Heraeus Medical informou uma falha de embalagem que interrompe a produção em sua planta principal. A situação pode reduzir a disponibilidade de cimento por pelo menos dois meses, agravando a fila de pacientes.
Especialistas e pacientes aguardam impactos nas filas de espera. Debora Alsina, da Arthritis UK, considera o cenário um golpe duro para quem está há anos na lista de espera. A organização oferece suporte e orientação para quem teme atrasos.
Caroline Abrahams, da Age UK, ressalta que muitos idosos podem ter cirurgias adiadas. Ela afirma que a NHS deve reprogramar procedimentos rapidamente assim que o abastecimento for restabelecido e manter orientação aos pacientes.
Rory Deighton, representante da NHS Providers e NHS Confederation, afirma que líderes de saúde atuarão para minimizar impactos. O objetivo é manter informações claras para os pacientes e orientar o encaminhamento dos atendimentos conforme disponibilidade.
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