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Mais de 600 obras de artistas afro-brasileiros retornam ao Brasil

Repatriação histórica devolve ao Muncab, em Salvador, 666 obras de 135 artistas afro-brasileiros, maior retorno de acervo já registrado no Brasil

Some of the works repatriated to Brazil in January
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  • 666 obras de 135 artistas afro-brasileiros foram repatriadas de Detroit para o Brasil, a maior operação desse tipo na história.
  • As peças voltaram ao Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, Bahia, sob coordenação do ministério da cultura.
  • A coleção reúne pinturas, esculturas, fotografias, objetos sagrados e gravuras, representando diversas gerações, regiões e práticas artísticas.
  • A iniciativa faz parte da coleção Con/Vida, organizada por Barbara Cervenka e Marion Jackson; ambas optaram pela devolução permanente, e Cervenka faleceu dias depois, aos oitenta e seis anos.
  • Parte da programação no Muncab inclui celebração a Iemanjá e a abertura da exposição, prevista para o início de março, com ajustes nas instalações de armazenamento permanente.

A coleção de 666 obras de 135 artistas afro-brasileiros foi devolvida voluntariamente ao Brasil, marcando a maior repatriação do gênero. Os trabalhos estavam em Detroit, nos Estados Unidos, por três décadas e retornaram ao Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) em Salvador, Bahia.

A coordenação ficou a cargo do Ministério da Cultura do Brasil. As peças incluem pinturas, esculturas, fotografias, objetos sagrados, gravuras em madeira e outros formatos que retratam diversas gerações, regiões e práticas artísticas.

Entre os artistas representados estão J. Cunha, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia e Manoel Bonfim. A operação envolve aspectos legais, técnicos, logísticos e diplomáticos, segundo a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

O conjunto foi originalmente reunido pela artista norte-americana Barbara Cervenka e pela historiadora da arte Marion Jackson, por meio da Con/Vida, iniciada em 1992. As curadoras Paula Santos destacaram que as donas das obras optaram pela devolução permanente ao Brasil.

Cervenka, falecida recentemente aos 86 anos, teve seu desejo de retorno atendido com a repatriação. As obras integram agora o acervo do Muncab, instituição dedicada à memória e à identidade afro-brasileira e voltada para estudo e divulgação de culturas negras.

O Muncab celebra a repatriação com uma programação que inclui um evento de Iemanjá, a deusa afro-brasileira do mar, antes de a instituição encerrar o mês de preparação de uma exposição parcial do acervo. A abertura está prevista para o começo de março, conforme adaptações de infraestrutura.

A meta é ampliar o espaço de armazenamento e facilitar a exposição de parte da coleção repatriada, integrando-a aos respectivos ciclos de memória, religião, gastronomia e festividades associadas à experiência afro-brasileira no Brasil.

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