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Zuckerberg nega desenvolver redes sociais para viciar jovens em telas

Durante julgamento histórico, Zuckerberg nega que a Meta busque viciar jovens; documentos internos levantam dúvidas sobre políticas de idade

CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, chega ao tribunal para depor em julgamento que acusa a Meta e o YouTube de prejudicarem a saúde mental de crianças, em Los Angeles, Califórnia, EUA 18 de fevereiro de 2026 REUTERS/Mike Blake
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  • Em julgamento histórico em Los Angeles, Mark Zuckerberg afirmou que a Meta não permite menores de 13 anos em Facebook e Instagram, apesar de evidências sugerirem o contrário interesse da empresa nesse público.
  • O caso envolve uma mulher da Califórnia que alega danos à saúde mental por uso das redes sociais na infância e busca responsabilidade da Meta e do Google (YouTube).
  • Entrega de documentos internos levou o advogado a questionar declarações de Zuckerberg sobre a proibição de menor de 13 anos e sobre versões do Instagram para crianças, que não foram lançadas.
  • Beberam-se mensagens internas, incluindo um e‑mail do ex‑vice‑presidente Nick Clegg, que indicava dificuldade na aplicação de limites de idade e políticas distintas entre Instagram e Facebook.
  • O julgamento ocorre em meio a ações semelhantes nos EUA contra grandes plataformas, com debates sobre tempo de tela, verificação de idade e possíveis indenizações.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou nesta quarta-feira durante um julgamento histórico que a empresa não permite que crianças abaixo de 13 anos usem o Facebook e o Instagram. A declaração ocorreu no contexto de ações movidas por uma mulher da Califórnia que alega danos à saúde mental pela exposição precoce às redes. Documentos internos foram apresentados pelos advogados da autora.

O processo envolve acusações de que as plataformas visam lucro ao manter jovens viciados, mesmo cientes dos possíveis impactos. A Meta e o Google negam as alegações e destacam recursos de segurança implementados. O caso marca o primeiro testemunho de Zuckerberg em tribunal sobre a saúde mental de jovens usuárias.

O que diz o depoimento

Mark Lanier, advogado da autora, questionou Zuckerberg sobre declarações feitas ao Congresso em 2024, quando afirmou que menores não podem usar as plataformas. O advogado apresentou documentos internos para sustentar o argumento de que há interesse comercial em manter jovens na rede.

Zuckerberg confirmou conversas anteriores sobre versões seguras para crianças, inclusive a possibilidade de Instagram para menores de 13 anos, que não foi concretizada. Segundo ele, a empresa busca desenvolver funcionalidades com uso responsável.

Reação e contexto

A disputa ocorre em Los Angeles, numa onda global de ações contra redes sociais voltadas a jovens. Além da autora, famílias, distritos escolares e estados pleiteiam indenizações por supostos danos à saúde mental originados pelo uso das plataformas.

Entre evidências, há e-mails de ex-vice-presidente da Meta, Nick Clegg, indicando dificuldades com limites de idade e políticas diferentes entre Instagram e Facebook. Zuckerberg afirmou que é complicado verificação de idade e que responsabilidade primária recai sobre fabricantes de devices.

Metas de tempo de uso em debate

Lanier apresentou mensagens de 2014 e 2015 com metas de aumento do tempo gasto no app, utilizadas para incentivar maior engajamento. O CEO disse que tais metas eram revisadas e que hoje a Meta foca em experiência positiva para os usuários, não em maximizar o tempo.

Julgamento histórico representa teste para ações semelhantes contra Meta, Google, Alphabet, Snap e TikTok. A decisão pode influenciar políticas setoriais e eventuais controles regulatórios sobre as plataformas digitais.

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