- Nemesio Oseguera, o El Mencho, era o líder do Cartel Jalisco Nueva Generación, ampliando o negócio criminal para além da droga com extorsão, sequestro e violência em todo o país e parte dos Estados Unidos.
- O CJNG surgiu em dois mil e dez como braço armado do Cartel de Sinaloa, e ficou conhecido após o ataque de quinze centros de violência em Veracruz em dois mil e onze, com 35 cadáveres nas pistas de Boca del Río.
- O Mencho manteve um perfil discreto, utilizando alianças estratégicas e traindo antigos rivais para consolidar o poder, explorando lacunas deixadas por cartéis tradicionais.
- A organização passou a usar propaganda e ações de fogo para construir legitimidade em áreas pobres, com ataques extraordinários contra autoridades e estruturas do Estado, incluindo operações com helicópteros derrubados e ataques a policiais.
- Ele morreu neste domingo durante operação policial, sendo alvo número um do México e considerado um dos líderes criminosos transnacionais mais buscados pelo governo dos Estados Unidos.
Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, era o fundador e líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG). Segundo apurações, o grupo ampliou o alcance além do narcotráfico, envolvendo-se em extorsão, tráfico humano e violência contra autoridades e civis.
O CJNG ganhou notoriedade por operar com disciplina e uma estrutura descentralizada, o que dificultou sua infiltração pelas forças de segurança. O Mencho era apontado como o principal responsável pela estratégia do cartel, com atuação extendsa por vários estados do México e por partes dos Estados Unidos.
O início do personagem ocorreu quando jovem, em Michoacán, no contexto de migração e violência ligada ao tráfico. Entre 2009 e 2010, o CJNG surgiu como braço armado alinhado a redes associadas ao cartel de Sinaloa, ganhando espaço com o tempo.
Em 2011, o grupo ficou conhecido por ataques de grande escala, incluindo o bloqueio de vias com múltiplos corpos, o que serviu para consolidar o seu poderio e a reputação de operar com impunidade. A partir daí, o CJNG passou a articular ações de impacto regional.
A relação com antigos rivais, como Los Zetas, alternou entre alianças e rupturas. A ruptura com o cartel de Sinaloa fortaleceu o CJNG, que passou a explorar nichos de mercado, como produção de drogas sintéticas, além de atividades de lavagem de dinheiro por meio de empresas e restaurantes.
Nos anos recentes, o CJNG investiu em propaganda de terreno, com ações midiáticas em regiões de Michoacán e Jalisco. O objetivo seria construir legitimidade entre comunidades locais e ampliar a capacidade de recrutamento.
Entre os episódios marcantes, houve atentados contra autoridades, emboscadas a dispositivos de segurança e ataques a figuras públicas ligadas ao sistema judiciário. Tais ações trouxeram respostas do Estado, com operações de alto impacto.
A rede familiar do Mencho também foi alvo de ações judiciais nos Estados Unidos. Irmão, filhos e yerno tiveram prisões e condenações associadas ao carteld e, segundo autoridades, contribuíram para o financiamento da organização.
A morte de El Mencho, indicada por autoridades, marca o fim de uma etapa de liderança do CJNG. A queda do comando levanta questões sobre reorganização da estrutura do cartel e consequências para a violência associada ao grupo.
La Jefa, Rosalinda González Valencia, figura central no aparato financeiro do CJNG, aparece como uma das últimas ligações a permanecer no círculo próximo ao líder. O grupo continua sob a vigilância das autoridades, com investigações em andamento sobre sua rede.
- Detalhes das operações, prisões e julgamentos de membros próximos indicam uma mudança na estratégia do CJNG após a morte do líder, com possíveis ajustes na governança da organização.
- A cooperação entre autoridades mexicanas e de outros países permanece crucial para mapear o fluxo de drogas, dinheiro e violência associada ao CJNG.
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