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Exposição no Reino Unido celebra artesãos que foram à guerra ao longo da história

Exposição no Fitzwilliam Museum destaca artesãos que participaram de guerras, produzindo objetos de combate a partir de materiais recolhidos no campo de batalha.

John Singer Sargent's Highlanders resting at the Front (1918)
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  • A exposição War Craft, no Fitzwilliam Museum, analisa arte feita na linha de frente ou perto dela, criada por pessoas comuns durante as Primeira e Segunda Guerras, usando técnicas e materiais de campo.
  • As peças são majoritariamente objetos reaproveitados de paisagens de batalha, transformados em novas criações que remetem ao tempo e ao lugar.
  • Entre as peças, há desde um mosaico de vitrais de uma catedral de Ypres até moedas minúsculas gravadas, além de uma caixa de munição da guerra russo-ucraniana decorada com marcações a Sharpie.
  • A mostra também destaca desenhos e gravuras da coleção Fitzwilliam, incluindo The Field of Waterloo, de Turner, That Cursed Wood, de C. R. W. Nevinson, e o manuscrito do poema de Siegfried Sassoon que o inspirou.
  • Um destaque são os casos de casquinha decorados com dragões pelos membros do Chinese Labour Corps, que lutaram ao lado das tropas britânicas na Primeira Guerra Mundial.
  • Período e local: Fitzwilliam Museum, Cambridge, de 24 de fevereiro a 23 de agosto.

O Fitzwilliam Museum, em Cambridge, inaugura a exposição War Craft, que investiga arte produzida na linha de frente ou nas suas proximidades. O foco está em objetos criados a partir de materiais encontrados no campo de batalha. A curadoria é de Richard Kelleher.

A mostra destaca artesãos comuns que ingressaram na guerra, especialmente nas Guerras Mundiais, trazendo habilidades de marcenaria, metalurgia e joalheria. Os objetos mostram a relação entre tempo, lugar e quem os fez.

O período de exibição vai de 24 de fevereiro a 23 de agosto; o acervo inclui peças de várias fases do conflito, com obras de reuso de materiais de batalha e referências a diferentes causas e locais históricos.

Obras e histórias em destaque

Entre as peças, destacam-se um mosaico de vitrais reconstruído a partir de uma catedral de Ypres, janelas quebradas na Primeira Guerra e moedas gravadas em miniatura. Também há uma caixa de munição da Rússia-Ukraine com marcação a caneta Sharpie, relacionada ao conflito atual.

Outra linha importante reúne desenhos e gravuras da própria coleção, como a água-forte de Turner The Field of Waterloo e a gravura de That Cursed Wood de Nevinson, acompanhando o tema das batalhas. A obra de Sargent, Highlanders resting at the Front, é apresentada junto a chocolates usados por tropas.

Objetos de peso histórico

Casos de munição decorados com dragões, criados por membros do Chinese Labour Corps que lutaram ao lado das tropas britânicas, aparecem como destaque. Segundo o curador, essas peças revelam histórias de participantes pouco reconhecidos.

A curadoria enfatiza que cada objeto funciona como uma janela para narrativas menos visíveis dos conflitos, mostrando a diversidade de técnicas e origens dos artefatos. A exposição propõe olhar para o passado pela materialidade das peças.

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