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STM aplica medidas protetivas a suboficial condenado por assédio a militar trans

STM impõe medidas protetivas a suboficial condenado por assédio contra militar trans; proíbe aproximação a menos de cem metros, contato e frequência ao Centro de Instrução Almirante Alexandrino por tempo indeterminado

Bandeira com o distintivo da Marinha | Marcos Corrêa/PR
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  • STM impõe medidas protetivas de urgência a suboficial condenado por assédio sexual contra uma militar trans, em segredo de justiça.
  • Proibição de aproximação da vítima a menos de cem metros, em qualquer local e horário.
  • Proibição de contato por qualquer meio de comunicação e de frequentar o Centro de Instrução Almirante Alexandrino enquanto a vítima estiver no curso.
  • Medidas têm prazo indeterminado e podem ser revistas por decisão judicial; baseadas na condenação em primeira instância no Rio de Janeiro.
  • Relator apontou risco de revitimização e impacto institucional negativo; decisão exige comunicação imediata à Marinha para providências administrativas.

O Superior Tribunal Militar determinou medidas protetivas de urgência contra um suboficial da Marinha condenado por assédio sexual contra uma militar trans. A decisão envolve proibir a aproximação da vítima, em qualquer local e horário, a menos de 100 metros. O caso tramita em segredo de justiça.

A condenação em primeira instância ocorreu pelo Conselho Permanente de Justiça, órgão da Justiça Militar da União no Rio de Janeiro, com pena de um ano de detenção. A vítima moveu o pedido de medidas protetivas no dia 20 de fevereiro, após retornar aos estudos.

A decisão também impõe a proibição de contato por qualquer meio de comunicação e o impedimento de frequentar o Centro de Instrução Almirante Alexandrino enquanto a vítima estiver matriculada no curso.

Medidas protetivas

O relator destacou indícios suficientes de autoria e materialidade, respaldados pela condenação em primeira instância, ainda que não definitiva. O contexto de convivência no mesmo ambiente militar foi apontado como risco concreto de revitimização.

Foi ressaltado que a permanência do réu no mesmo espaço institucional poderia gerar abalo psíquico e transmitir mensagem incompatível com a gravidade do assédio. O ministro também citou a necessidade de preservar a credibilidade institucional.

As medidas têm prazo indeterminado e poderão ser revistas pela justiça. A decisão determina ainda comunicação imediata à Marinha do Brasil para adoção das providências administrativas cabíveis.

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