- Vídeo antigo, de setembro de 2024, mostra soldados israelenses em Qabatiya, Cisjordânia, em operação de segurança durante uma incursão.
- As imagens mostram, a partir de diferentes ângulos, o que parece ser o lançamento de corpos de um telhado; a Associated Press informou que presenciou o ocorrido e que quatro terroristas foram mortos.
- A divulgação ganhou adesão após ser compartilhado pelo presidente da Coreia do Sul, que depois reconheceu que o material é antigo e pediu verificação.
- O Ministério das Relações Exteriores de Israel e o Exército disseram que o episódio foi grave, não reflete valores das tropas e será investigado; a investida resultou na baixa de quatro homens armados.
- A força militar afirmou que os corpos foram retirados do telhado para identificação, por risco aos soldados, e que lições foram aprendidas, incluindo mudanças de procedimentos e autorização de alto nível.
O vídeo que circula nas redes sociais, com alegações de mostrar soldados israelenses empurrando corpos de um telhado, é antigo e data de setembro de 2024. As imagens teriam ocorrido durante uma operação do Exército de Israel na Cisjordânia, na cidade de Qabatiya, em meio a uma troca de tiros.
Segundo a cobertura de membros da imprensa presentes no local, três soldados empurraram o que parecia ser um corpo de um telhado. Moradores de Qabatiya disseram que as tropas retiraram quatro corpos da área, um deles identificado por familiares como Shadi Zakarneh. Na época, o próprio Ministério da Defesa de Israel informou que quatro terroristas foram mortos durante a operação.
A circulação do vídeo ganhou força após ser republicado por um líder sul-coreano, o presidente Lee Jae Myung, que afirmou buscar esclarecimentos sobre o caso. Posteriormente, ele reconheceu que o material é antigo e enfatizou a observância do direito internacional humanitário.
O episódio gerou preocupações entre organizações de direitos humanos e governos. O Pentágono, à época, classificou as imagens como “profundamente perturbadoras” e informou que buscava esclarecimentos sobre o ocorrido. Em resposta, a IDF reagiu, qualificado o fato como grave e não condizente com seus valores.
Segundo a entender dos investigadores, as autoridades israelenses lateraram que as vítimas foram retiradas do telhado durante um incidente incomum, para fins de identificação, por questão de segurança das tropas. A IDF afirmou que o caso foi revisado, não refletia seus padrões e resultou em lições aprendidas, incluindo alterações de procedimentos e maior autorização superior.
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