- A Primeira Turma do STF condenou Domingos Brazão e Chiquinho Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão, por duplo homicídio (Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes) e pela tentativa de homicídio da jornalista Fernanda Chaves; cada um foi multado em cerca de R$ 607 mil.
- A sessão ocorreu nesta quarta-feira (25).
- Também foram julgados Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, e Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil; Ronald Paulo de Alves, ex-policial, também foi condenado.
- Robson Calixto Fonseca foi condenado apenas por organização criminosa; Rivaldo Barbosa foi absolvido de homicídio qualificado, mas responde por obstrução à Justiça e corrupção passiva.
- Ronald Paulo de Alves foi condenado a cinquenta e seis anos de prisão; os Brazão foram condenados por duplo homicídio, organização criminosa e tentativa de homicídio.
O STF manteve, nesta quarta-feira (25), a condenação dos irmãos Brazão pelo caso Marielle. Domingos Brazão, ex-conselheiro do TCE-RJ, e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, receberam pena de 76 anos e 3 meses de prisão, além de multa de cerca de R$ 607 mil cada um. A decisão também envolve a condenação pelo homicídio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, bem como pela tentativa de homicídio da jornalista Fernanda Chaves, sua assessora. O julgamento ocorreu na sessão da Primeira Turma do STF.
Além dos Brazão, o processo envolve Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão; Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do RJ; e Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar. Rivaldo foi absolvido pela morte de Marielle e Anderson, mas condenado por obstrução à Justiça e corrupção passiva. Robson foi condenado por organização criminosa. Ronald e os dois Brazão tiveram condenações por duplo homicídio, organização criminosa e tentativa de homicídio, com Ronald recebendo 56 anos de prisão.
Os réus continuam sob responsabilização por atuação em organização criminosa ligada aos crimes. A decisão do STF confirma a linha de acusação que envolve abuso de poder e violência contra a vida de Marielle Franco, segundo fontes da corte. As penas totalizam as providências penais determinadas para cada participante do grupo.
Detalhes do veredito
A corte manteve a dosimetria das penas para os Brazão, que também deverão arcar com as multas. Robson Calixto Fonseca teve a pena menor, restrita a crimes de organização criminosa. Rivaldo Barbosa permanece sob atuação investigativa por obstrução à Justiça e corrupção passiva, sem condenação por homicídio qualificado. O julgamento consolida o entendimento de responsabilização direta de envolvidos em violência contra a vereadora e associada.
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