- O pai do suspeito de ter armado um ataque em uma escola da Geórgia responde a 29 acusações, incluindo duas mortes em segundo grau, homicídio culposo e conduta imprudente, relacionadas ao ataque na Apalachee High School, em Winder.
- Jurados iniciaram as deliberações após os argumentos finais; o caso discute quem armou e incentivou o ataque.
- O ataque ocorreu em setembro de 2024; o filho do réu, na época menor de idade, é acusado de participar do ataque que deixou vítimas.
- Foram mortas duas estudantes e duas professoras, além de sete pessoas terem ficado feridas.
- O réu negou as acusações, afirmou ter tentado ser um bom pai em uma relação familiar desfeita e relatou que o objetivo era aproximar-se do filho; houve interrogatórios com imagens de câmeras corporais.
O julgamento de um pai apontado como responsável por fornecer o rifle que teria sido usado por seu filho para cometer um ataque em uma escola de Georgia chegou à fase de deliberação. Colin Gray, 55 anos, enfrenta 29 acusações após o ataque de setembro de 2024 na Apalachee High School, em Winder. O ataque deixou duas estudantes mortas e duas professoras mortas, além de sete feridos.
Segundo a acusação, o pai armou o filho, um aluno com histórico de comportamentos problemáticos, ao presenteá-lo com uma arma de fogo no Natal. O promotor afirmou que a investigação aponta para quem deu o armamento e quem o possibilitou realizar o ataque. Colin Gray afirma ter agido como pai em uma situação familiar desafiadora.
O julgamento, em andamento há 11 dias, ainda não definiu data para o julgamento de Colt Gray, então com 14 anos na época. Ele responderá a 55 acusações, incluindo homicídio malicioso e homicídio em circunstâncias graves. Vítimas foram Christian Angulo e Mason Schermerhorn, ambos com 14 anos, e as docentes Cristina Irimie, 53, e Richard Aspinwall, 39.
Contexto e desdobramentos do caso
Durante o julgamento, a defesa argumentou que a comunidade busca respostas, mas a decisão deve se basear em fatos e na lei, não em emoções. A promotoria sustentou que o pai ignorou sinais de risco, como a criação de um grande santuário de shooters de escola no quarto do filho e comportamentos violentos em casa e na escola.
Imagens de câmeras corporais de autoridades, exibidas aos jurados, mostraram Colin Gray em cena após a intervenção policial. A defesa descreveu o pai como dedicado a manter a família, embora reconhecesse dificuldades com a relação conjugal e com Colt.
A contraprova apresentada incluiu depoimentos da esposa do acusado, Marcee Gray, que afirmou que ele não tomou medidas suficientes para manter as armas longe de Colt. O réu admitiu, em seu depoimento, que poderia ter feito mais para proteger a família.
No estado de Michigan, casos similares já resultaram em responsabilização dos pais. Em 2021, os pais de Ethan Crumbley foram condenados por fornecer a arma e negligência, recebendo pena de prisão. O caso de Georgia é observado como possível precedente para responsabilização parental em violência escolar.
Entre na conversa da comunidade