- No Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, vozes femininas defendem que a data representa pressão por mudanças concretas, não apenas celebração, em setores como música, audiovisual, empreendedorismo e entretenimento.
- Monique Evelle e Kamilla Fialho apontam que a desigualdade começa na definição de critérios e na estrutura de poder, sendo necessário redesenhar a mesa e reduzir barreiras para mulheres, principalmente negras.
- Bruna Griphao, Rebecca, Carol Borba, Anne Louise, Tamy, Jeniffer Setti e Karen Lopes destacam desafios da indústria criativa, do funk ao fitness e ao audiovisual, com foco em reconhecimento financeiro e participação em cargos de decisão.
- As lideranças ressaltam a importância de estudar contratos, gestão e posicionamento, evitar romantizar o mercado e manter autonomia para seguir carreira na arte e no entretenimento.
- Observam pressões específicas para mulheres negras, artistas do funk e atletas, afirmando que avanços existem, mas ainda há desigualdade de cachês, horários e oportunidades entre homens e mulheres.
No Dia Internacional da Mulher, celebridades e lideranças comentaram a necessidade de mudanças estruturais para além da celebração. Em várias áreas, de música a audiovisual, destacaram a urgência de reconhecimento financeiro e de presença constante em espaços de decisão. O 8 de março foi marcado por discursos sobre empoderamento e equidade.
Monique Evelle apontou que a desigualdade começa na definição de critérios, afirmando que fatores institucionais não foram criados para mulheres, especialmente negras, exigindo redesenho de espaços de poder. Ela pediu mudança de mentalidade para que as conquistas sejam recebidas com naturalidade, sem o viés do “plan B”.
Kamilla Fialho reforçou a urgência de romper com a ideia de que a mulher é exceção na mesa de decisões. Ela destacou a necessidade de estruturar o poder de forma mais plural e orientou jovens a entender contratos, finanças e gestão para não romantizar o mercado.
Bruna Griphao contou que o problema é estrutural e tem raízes na cultura. A atriz disse que a equidade salarial depende de mudar a cultura machista, e aconselhou jovens artistas a buscar amor pela profissão e preparo técnico contínuo.
Rebecca, no funk, ressaltou que a cobrança sobre mulheres é mais intensa que sobre homens. Ela enfatizou a importância de estudar o público, entender contratos e não permitir que o sonho seja minimizado.
Carol Borba, no universo fitness, criticou o julgamento do corpo feminino e a menor valorização de atletas femininas. Ela orientou futuras profissionais a dedicar-se, estudar e construir redes de oportunidades.
Anne Louise, na música eletrônica, defendeu igualdade prática, com mais mulheres em line-ups, cachês justos e condições técnicas iguais. Ela reconheceu avanço na discussão sobre pressão, mas destacou ainda desafios estruturais.
Tamy afirmou que a mudança real virá com mais mulheres em cargos de direção na indústria, associando o avanço a uma representatividade prática e constante, inclusive com recorte racial.
Jeniffer Setti abordou a discrepância de oportunidades entre homens e mulheres no audiovisual, ressaltando a necessidade de autonomia para cantoras que também atuam. Ela destacou o desafio de produzir de forma independente.
Karen Lopes enfatizou que presença não basta, é preciso ter voz ativa, respeito e remuneração condizente com o trabalho. Ela vê o momento como de transição rumo à prosperidade para as mulheres na profissão.
O conjunto das falas em 8 de março mostra uma visão comum: mudanças estruturais são essenciais para a equidade, com ações concretas em contratos, salários, cargos de decisão e construção de redes de apoio.
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